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A Dimensão Ética e Política da Pesquisa em Psicologia Escolar

The Ethical and Political Dimension of Research in School Psychology

La Dimensión Ética y Política de la Investigación en Psicología Escolar

Lorena de Almeida Cavalcante(1); Claisy Maria Marinho-Araujo(2)

1 Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Brasil.
E-mail: lorenacavalcante@uol.com.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2330-829X

2 Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Brasil.
E-mail: claisy@unb.br | ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5411-8627

Resumo

Nas últimas três décadas, a Psicologia Escolar brasileira vem passando por ressignificações no que se refere ao seu papel ético e político. Em contraposição a um passado em que a área apresentou defesas teóricas e práticas que contribuíram para a manutenção do poder opressor e das desigualdades sociais, caminhou-se rumo ao reconhecimento da pertinência de se comprometer com a transformação social. O presente artigo teórico objetiva apresentar reflexões acerca de como a produção científica em Psicologia Escolar pode e deve assumir compromissos com a mudança de condições sociais, históricas e culturais, de modo a conduzir processos emancipatórios do homem. Verificou-se que a pesquisa em Psicologia Escolar tem se caracterizado pelo compromisso não apenas com a construção de conhecimentos a respeito de determinados fenômenos, mas destacadamente com a proposição de possibilidades interventivas que potencializem, quando necessário, mudança das questões investigadas. Como considerações finais, aponta-se para a imprescindibilidade da pesquisa em Psicologia Escolar configurar-se como ato político, filiada a pressupostos teóricos, metodologias e estratégias interventivas que ofereçam ferramentas sociais concretas para alavancar mudança das realidades sociais injustas, opressoras, alienantes, bem como mediar fortalecimento e empoderamento dos profissionais que atuam, especialmente, em contextos educativos.

Palavras-chave: Psicologia Escolar, pesquisa, política

Abstract

In the last three decades, Brazilian School Psychology has undergone re-significances regarding its ethical and political role. In contrast to a past in which the area presented theoretical and practical defenses that contributed to the maintenance of oppressive power and social inequalities, a path was taken towards the recognition of the pertinence of School Psychology to commit itself to social transformation. The present theoretical article aims to present reflections about how the scientific production in School Psychology can and should make compromises with changing social, historical and cultural conditions in order to lead emancipatory processes of human being. It was verified that research in School Psychology has been characterized by a commitment not only to the construction of knowledge about certain phenomena, but also to the proposition of intervening possibilities that potentiate, when necessary, a change in the questions investigated. As final considerations, it is pointed the indispensability of research in School Psychology become a political act, linked to theoretical assumptions, methodologies and intervention strategies that offer concrete social tools to leverage change in unjust, oppressive, alienating social realities as well as mediate empowerment and empowerment of professionals who work especially in educational contexts.

Keywords: School Psychology, research, politics

Resumen

En las últimas tres décadas, la Psicología Escolar brasileña viene pasando por resignaciones sobre su papel ético y político. En contraposición a un pasado en que el área presentó defensas teóricas y prácticas que contribuyeron para el mantenimiento del poder opresor y de las desigualdades sociales, se encaminó hacia el reconocimiento de la pertinencia de la Psicología Escolar comprometerse con la transformación social. Este artículo teórico objetiva presentar reflexiones sobre cómo la producción científica en Psicología Escolar puede y debe asumir compromisos con el cambio de condiciones sociales, históricas y culturales de modo a conducir procesos emancipatorios del hombre. Se verificó que la investigación en Psicología Escolar se ha caracterizado por el compromiso no sólo con la construcción de conocimientos acerca de determinados fenómenos, pero destacadamente con la proposición de posibilidades de intervención que potencialicen, cuando sea necesario, el cambio de las cuestiones investigadas. Como consideraciones finales, se apunta a la indispensabilidad de la investigación en Psicología Escolar configurarse como acto político, afiliada a presupuestos teóricos, metodologías y estrategias de intervención que ofrezcan herramientas sociales concretas para cambiar realidades sociales injustas, opresoras, alienantes, así como mediar el fortalecimiento y empoderamiento de los profesionales que actúan, especialmente, en contextos educativos.

Palabras-clave: Psicología Escolar, investigación, política

Introdução

Historicamente, a Psicologia foi criticada por apresentar defesas teóricas e práticas que contribuíram para a manutenção do poder opressor e das desigualdades sociais (Ibáñez, 2011; Martín-Baró, 1986/2011, 1989/2011; Montero, 2011; Parker, 2014; Wolff, 2011). Uma das primeiras ações desenvolvidas em prol da referida ressignificação consistiu na ampliação do tipo de investigação psicológica até então dominante, que, como sintetiza Wolff (2011), ora tomava o indivíduo como único ponto de análise e referência ora se restringia ao acompanhamento dos fatos imediatos de sua vida individual e familiar, não contemplando as raízes históricas e sociais dos fenômenos estudados.

Gaborit (2011), Ibañez (2011) e Wolff (2011) relatam que, com fundamentação principalmente nos pressupostos do materialismo histórico-dialético, caminhou-se, em Psicologia, rumo à compreensão da constituição do ser humano em seu contexto social, histórico e cultural, em detrimento da análise individualizada do fenômeno psicológico que pregava o caráter natural, predeterminado e imutável da psique (Gaborit, 2011; Ibáñez, 2011; Wolff, 2011). Uma vez reconhecido que o objeto de estudo das ciências sociais e humanas é um sujeito concreto, singular, histórico, cultural, interativo e intencional, com processos psíquicos complexos e subjetivos, a pesquisa nessas áreas passa a demandar uma opção epistemológica, teórica e ideológica diferenciada. Nesta direção, Zanella, Reis, Titon, Urnau, e Dassoler (2007) apresentam que pesquisadores da Psicologia têm defendido e conduzido investigações que contemplam o movimento dialético dos fenômenos estudados, considerando suas oposições, concordâncias, simetrias e assimetrias.

As investigações em Psicologia têm apresentado estratégias metodológicas que favorecem a análise da realidade em seu devir e à luz das condições históricas e culturais. Especificamente no tocante à Psicologia Escolar, o princípio vygotskyano segundo o qual as investigações científicas devem considerar o processo, e não só o produto (Vygotsky, 1982/2004), tem contribuído para fundar uma perspectiva dialética de análise psicológica.

Entre as abordagens que contribuem para a compreensão processual e dinâmica da realidade e das interações sociais estabelecidas entre os sujeitos e entre eles e o contexto em que estão inseridos, tem se destacado a pesquisa qualitativa (Denzin & Lincoln, 2006; Flick, 2009; Souza, Branco, & Oliveira, 2008). Essa perspectiva é definida por Denzin e Lincoln (2006) como “um campo interdisciplinar, transdisciplinar e, às vezes, contradisciplinar, que atravessa as humanidades, as ciências sociais e as ciências físicas” (p. 21) e que propõe a utilização de um conjunto de práticas materiais e interpretativas sob o objetivo de dar visibilidade ao aspecto qualitativo de fenômenos que não poderiam ser examinados ou medidos em termos de quantidade, volume, intensidade ou frequência.

A pesquisa qualitativa se caracteriza como um processo dialógico e interativo de construção da informação, sustentada na qualidade das relações estabelecidas pelo pesquisador com os participantes visando uma análise ampla das particularidades históricas, sociais e culturais do fenômeno investigado (Denzin & Lincoln, 2006; Flick, 2009). Os pesquisadores que vêm adotando essa metodologia têm ressaltado aspectos como: (a) a construção social da realidade; (b) a íntima relação entre o pesquisador e o objeto de estudo; (c) os valores que permeiam os processos investigativos; (d) os significados da experiência social (Denzin & Lincoln, 2006).

Também têm sido evidenciadas pesquisas de caráter interventivo, norteadas pela defesa de que não basta à ciência psicológica constatar ou interpretar a realidade, ainda que sob um olhar que considera as múltiplas determinações dos fenômenos; é necessário intervir de maneira efetiva sobre os problemas que afligem a sociedade (Camino, Pinto, & Ismael, 2011; Dobles, 2011; Gaborit, 2011; Ibáñez, 2011; Martín-Baró, 1989/2011; Parker, 2014; Wolff, 2011). Por pesquisas interventivas, entende-se aquelas realizadas com sujeitos e grupos concretos em situações cotidianas, visando contemplar, de modo integrado, os objetivos de conhecer a realidade e transformá-la, potencializando desestabilizações no instituído e reestruturações do contexto e das condições investigadas (Moreira, 2008).

Para contemplar, de modo concomitante, os atos de investigar e intervir, pesquisadores que adotam a referida perspectiva metodológica privilegiam situações de diálogo e interação entre os sujeitos como espaços de produção e/ou ressignificação de discursos, histórias e elaborações (Moreira, 2008). São planejadas e desenvolvidas, no desenho metodológico da pesquisa, estratégias para registro, análise, interpretação e discussão científica do processo de intervenção, ocorrendo de forma interdependente ao transcurso da pesquisa.

Compreende-se que a produção de conhecimento científico não se qualifica apenas pela utilização de técnicas adequadas ou pela produção de dados fidedignos, mas por suas implicações éticas e políticas com a produção de conhecimentos capazes de proporcionar alternativas de transformação social diante dos problemas, necessidades e interesses de grupos dominados e maiorias populares (Guareschi, 2011; Ibáñez, 2011; Martín-Baró, 1989/2011). A pesquisa vem sendo concebida, nesse âmbito, como um ato político quando proporciona ruptura e reconstrução do sistema social, reestruturando os fundamentos da vida comum, ampliando as margens de liberdade e transformando injustiças sociais, coerções e silenciamentos simbólicos e concretos (Ibáñez, 2011; Parisí, 2016).

A proposta de que a pesquisa se constitua em um ato político levou a mudanças na relação existente entre a ciência, sua epistemologia e seus métodos. Assim como ocorreu com os demais campos da Psicologia brasileira, a área escolar, objeto de estudo do presente artigo, também foi alvo de críticas acerca do seu papel ético e político e, nas últimas três décadas, vem passando por ressignificações, caminhando rumo ao reconhecimento da pertinência e da relevância de comprometer-se com a transformação social (Almeida, 2001, 2003a; Cruces, 2003; Guzzo, 2001, 2005; Marinho-Araujo & Almeida, 2003a, 2014).

Objetiva-se, com o presente artigo, apresentar reflexões de como a produção científica em Psicologia Escolar pode e deve constituir-se em ato político, assumindo compromissos com a mudança de condições sociais, históricas e culturais injustas e coercitivas, de modo a conduzir processos emancipatórios do homem. Utilizou-se, metodologicamente, a análise dos 71 capítulos distribuídos nos 10 livros produzidos de 1996 a 2016 pelo Grupo de Trabalho (GT) de Psicologia Escolar e Educacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP).

É importante destacar que o livro do ano de 2018 não foi incluído na análise porque não havia sido publicado até o momento de submissão do artigo. Proceder com uma investigação a partir dessa coletânea das obras do referido GT justifica-se pelo fato de que, desde sua criação em 1994, o Grupo vem dando visibilidade aos avanços da Psicologia Escolar por meio da produção e da divulgação de conhecimento para a área, oportunizada nos espaços de troca e intercâmbios que o GT realiza, notadamente em eventos científicos e na elaboração de publicações conjuntas (Nunes, 2016; Rocha, 2007).

A Pesquisa em Psicologia Escolar: Dimensões Ética e Política

No prefácio do primeiro livro produzido pelo GT de Psicologia Escolar e Educacional da ANPEPP, intitulado Psicologia Escolar: Pesquisa, formação e prática, foi mencionado o propósito norteador do conjunto de produções bibliográficas que, a partir daquele momento, seriam produzidas pelo grupo. A organizadora dessa obra (Wechsler, 1996) expôs a intenção de que a coletânea de livros:

(. . .) possa ajudar aqueles que se preocupam com a Psicologia Escolar no Brasil, nos seus aspectos da pesquisa, formação e prática, e que possa fornecer subsídios para a mudança, possibilitando, assim, o crescimento da ciência e da profissão do psicólogo escolar. (Wechsler, 1996, p. 9)

Entende-se que essa informação consistiu no primeiro indicador do que se considerava, à época, o compromisso político, social e ético de pesquisadores da Psicologia Escolar: analisar como a área se configurou, ao longo da história, nos cenários internacional e nacional, a fim de discutir novas possibilidades para o futuro da formação e da atuação de psicólogos escolares. Nos capítulos que compõem o livro organizado por Wechsler (1996), foram problematizadas questões como a produção do fracasso escolar e a psicologização e/ou medicalização de questões escolares, mas, sobretudo, foram produzidos encaminhamentos a partir dessas questões.

No que diz respeito à formação do psicólogo escolar, autoras como Novaes (1996b) e Guzzo (1996) denunciaram que os conhecimentos disponibilizados ao longo da graduação pouco contribuíam para o desenvolvimento do compromisso social e para a conscientização das possibilidades de ação transformadora. No tocante à atuação dos psicólogos escolares, Novaes (1996a) sugeriu que os psicólogos escolares definissem o papel que possuem para a construção da realidade social e o desenvolvimento das possibilidades humanas e Pfromm Netto (1996) defendeu que, embora os referidos profissionais já se comprometessem socialmente com a promoção do bem-estar humano, esta se limitava aos estudantes, sendo necessário abranger todos os que compunham a comunidade escolar.

Guzzo (1999a) sintetizou, ao apresentar a segunda produção bibliográfica do GT de Psicologia Escolar e Educacional (Psicologia Escolar: LDB e educação hoje), que, embora abordando diferentes temáticas, os autores compartilharam a meta de refletir amplamente sobre o papel do psicólogo escolar e apresentar estratégias para a superação dos desafios vivenciados por esse profissional. Assim, permaneceu a compreensão, já evidenciada na produção coordenada por Wechsler (1996) de que, para a Psicologia Escolar se comprometer ética e politicamente com a transformação social, primeiro era necessário construir e fortalecer bases para a formação e para a atuação profissional.

O compromisso ético e político da área foi defendido por Guzzo (1999b), que apontou como uma via possível para a sua concretização a discussão e a análise de leis e políticas educacionais, visando garantir uma educação de qualidade. Almeida (1999) também apresentou contribuições ao elaborar capítulo que apresenta uma iniciativa de intervenção sobre a realidade. Embora não tenha destacado a filiação a metodologias como a pesquisa-intervenção e a pesquisa-ação, ao assessorar psicólogos escolares do Distrito Federal, a autora assegurou, concomitantemente, uma maior aproximação com a totalidade do fenômeno investigado, a produção de conhecimento crítico sobre a realidade vivida pelos profissionais e o delineamento de transformações em prol de uma maior emancipação humana, questões apontadas mais contemporaneamente por Delari Junior (2015) como base de uma Psicologia politicamente comprometida com a mudança social.

Na apresentação do terceiro livro produzido pelo GT de Psicologia Escolar e Educacional (Psicologia Escolar e Educacional: Saúde e qualidade de vida), a organizadora (Del Prette, 2001) conferiu destaque ao compromisso social e político desempenhado pela pesquisa em Psicologia Escolar. Ela afirmou que todos os capítulos que compõem o material bibliográfico em questão

(. . .) apresentam uma concepção de Psicologia Escolar/Educacional que se respalda no compromisso com a consecução da função social da escola como agência formadora de uma visão de mundo e de um conjunto de habilidades e conhecimentos que simultaneamente podem garantir saúde e qualidade de vida. (p. 15)

A análise dos capítulos que compõem o livro indicou que, nessa produção, os pesquisadores do GT contribuíram ética e politicamente para o delineamento de práticas em Psicologia Escolar que assegurassem, nas instituições escolares, a ocorrência de processos de aprendizagem e desenvolvimento que conduzissem à humanização, ou seja, que, mediante a socialização e a apropriação de conhecimentos historicamente construídos pela humanidade, os educandos possam desenvolver novas formas de se relacionar e de transformar a sociedade em que estão inseridos. Na esfera dessa discussão, Guzzo (2001) alertou que, quando a escola não cumpre seu papel de agente transformador e, em seu interior, são (re)produzidas relações de poder e submissão, de opressão e oprimido, ocasiona-se alienação e favorece-se a desumanização. Partindo dessa compreensão, a autora defendeu que cabe ao psicólogo escolar contribuir para uma revolução educacional que devolva à escola a sua função de espaço em que se oportuniza desenvolvimento humano.

Também indicaram a existência de compromisso ético e político da pesquisa em Psicologia Escolar com a transformação social os capítulos que compuseram a seção denominada Para além do aluno padrão: O desafio dos excluídos. Nela, Campos, Dimenstein e Francischini (2001) denunciaram e discutiram o impacto do trabalho infanto-juvenil sobre os índices de evasão e repetência escolares, enquanto Koller (2001) abordou o processo de escolarização de crianças de rua. Considera-se que contemplar esses temas, até então inéditos nas produções do GT de Psicologia Escolar e Educacional, contribuiu para fundar reflexões sobre como a Psicologia Escolar pode se comprometer com a produção de uma sociedade mais justa e igualitária mediante a criação de estratégias que assegurem que crianças e adolescentes, especialmente aquelas em vulnerabilidade, tenham acesso a uma educação de qualidade, mas que também contem com condições que possibilitem sua permanência no processo de escolarização.

Os capítulos que compõem o quarto livro do GT de Psicologia Escolar e Educacional (Psicologia Escolar: Ética e competências na formação e atuação profissional), organizado por Almeida (2003b), deram continuidade ao debate sobre o compromisso ético e político da área, que foi destacado, além do título, a partir de problematizações acerca do tema da formação profissional. Autoras como Cruces (2003), Novaes (2003) e Marinho-Araujo e Almeida (2003) compartilharam, em suas discussões, a preocupação de que a formação, tanto a nível inicial quanto a continuado, contemplasse não apenas dimensões teóricas e técnicas, mas também questões práxicas que favorecessem o desenvolvimento de posturas éticas e políticas direcionadas à transformação social. No tocante à discussão sobre a atuação de psicólogos escolares, constatou-se que as pesquisas publicizadas no quarto livro do GT de Psicologia Escolar e Educacional denotaram compromisso social com a transformação da realidade ao expor novas possibilidades para a prática profissional, dentre elas a perspectiva institucional (Marinho-Araujo & Almeida, 2003) e o modelo de intervenção denominado Procedimentos de Avaliação e Intervenção das Queixas Escolares – PAIQUE (Neves & Almeida, 2003).

O quinto livro do GT de Psicologia Escolar e Educacional, organizado por Martínez (2005), intitula-se Psicologia Escolar e compromisso social. Nele, foram mantidas discussões acerca da (re)construção da identidade profissional do psicólogo escolar, conservando-se a defesa por reconfigurações da formação inicial e fortalecendo-se a proposta de iniciativas de formação continuada em serviço que permitam aos profissionais mobilizar e desenvolver competências que possibilitem “uma atuação emancipatória endividada simbolicamente com o coletivo e a justiça social, com uma ética da tolerância e da solidariedade, com o compromisso profissional e pessoal de autoria da história para nela intervir em possibilidades e nutrir esperanças” (Marinho-Araujo & Almeida, 2005, p. 285).

Mais uma via de manifestação do compromisso ético e político com a transformação social consistiu na proposição e discussão de ações possíveis frente a temáticas relevantes que até então não haviam sido abordadas nos livros do GT, tais como: violência na escola, alfabetização, processos de envelhecimento e situação de abrigamento. Outra contribuição de grande relevância para a reflexão sobre a dimensão ética e política da Psicologia Escolar foi oportunizada por Guzzo (2005). Ao apresentar sugestões de como proceder diante de uma “escola amordaçada” (p. 13), no âmbito da qual são reproduzidas desigualdades e exclusões sociais e a alienação se manifesta sob diversas formas, a autora contribuiu para indicar possibilidades de construção de um processo educativo voltado para o desenvolvimento de autonomia, emancipação e libertação, que são condições necessárias à transformação social em prol da igualdade entre as pessoas e da convivência respeitosa e justa (Guzzo, 2005).

O sexto material bibliográfico produzido pelo GT de Psicologia Escolar e Educacional (Campos, 2007) dedicou-se principalmente à discussão já anunciada em seu título – Formação em Psicologia Escolar: Realidades e perspectivas. Deu-se seguimento, em um cenário posterior à promulgação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Cursos de Graduação em Psicologia, ao compromisso, já assumido em produções do livro organizado anteriormente por Almeida (2003), com a discussão e a proposição de alternativas para a formação que integrem dimensões teóricas, técnicas, práxicas, éticas e políticas. Além disso, os capítulos que compõem o material bibliográfico organizado por Campos (2007) também se comprometeram ética e politicamente com o processo de escolarização de estudantes com necessidades educacionais especiais (NEE).

Foram empreendidas discussões relevantes para a efetivação da inclusão escolar e para a reflexão sobre práticas que possam favorecer os processos de aprendizagem e desenvolvimento de alunos que apresentam NEE. Ademais, observou-se o fortalecimento do compromisso ético e político com a produção de pesquisas de caráter interventivo, dentre elas a conduzida por Sampaio (2007) junto a estagiários do curso de Psicologia, potencializando transformações do contexto e das condições investigadas.

O sétimo livro produzido pelo GT de Psicologia Escolar e Educacional (Psicologia Escolar: Novos cenários e contextos de pesquisa, formação e prática), organizado por Marinho-Araujo (2009a), abordou assuntos discutidos amplamente desde a primeira produção do grupo (Wechsler, 1996), porém a partir de uma nova ótica, mais próxima à realidade dos diferentes estados brasileiros. Se, em materiais bibliográficos anteriormente produzidos por membros do GT, a formação e a prática de psicólogos escolares era abordada predominantemente a partir de discussões teóricas, agora foram investigadas e analisadas suas características no contexto brasileiro, o que consistiu em um primeiro passo para forjar e fortalecer o compromisso com a transformação dos fenômenos investigados.

Também se destacou como inovadora a discussão acerca do desenvolvimento humano adulto, que, até hoje, é uma temática lacunar na produção psicológica (Marinho-Araujo, 2009b; Oliveira, 2004). Historicamente, a singularidade das trajetórias de sujeitos adultos tem sido desconsiderada pela interpretação – predominante na literatura psicológica – do desenvolvimento enquanto fenômeno universal de características compartilhadas para os variados ciclos de vida. Por si só, abordar a temática do desenvolvimento humano adulto já consistiria em um importante passo para o compromisso ético e político com a potencialização de processos de aprendizagem e desenvolvimento de sujeitos que se incluem no referido ciclo de vida. Indo além, Marinho-Araujo (2009b) e Sampaio (2009) apresentaram propostas interventivas em Psicologia Escolar para instituições de Ensino Superior.

Marinho-Araujo (2009b) elaborou, filiada filosófica e epistemologicamente à Psicologia histórico-cultural, um modelo norteador para a atuação institucional do psicólogo escolar em Instituições de Ensino Superior (IES) em três grandes dimensões: (a) gestão de políticas, programas e processos educacionais; (b) propostas pedagógicas e funcionamento dos cursos; e (c) perfil do estudante. Já Sampaio (2009) contribuiu com novas possibilidades de intervenção do psicólogo escolar junto às ações afirmativas, entendidas como práticas que assegurariam a igualdade de condições de acesso e permanência e o compromisso com a democracia e a justiça social; tais pressupostos estavam sendo implantados como princípios norteadores da missão institucional da Universidade Federal da Bahia.

O oitavo livro do GT de Psicologia Escolar e Educacional, organizado por Guzzo e Marinho-Araujo (2011), intitula-se Psicologia Escolar: Identificando e superando barreiras. Ele é composto por capítulos que fortalecem a dimensão ética e política da Psicologia Escolar com a transformação social, seja ao abordar questões até então pouco discutidas à luz das teorias e conhecimentos da área, como o bullying e a situação de adolescentes em conflito com a lei, seja ao tratar temas tradicionalmente debatidos, como a inclusão escolar, a partir de uma dimensão integradora de questões teóricas, técnicas práticas. A título de exemplo, cabe destacar o capítulo elaborado por Fleith (2011) sobre a Política Nacional de Educação Especial, que discutiu a necessidade da inclusão escolar se constituir em uma ação política, cultural e social, para além de pedagógica, de modo a assegurar desenvolvimento e aprendizagem de todos sem discriminação. Considerando as especificidades da identidade profissional do psicólogo escolar, a referida autora sistematizou possibilidades para a atuação de psicólogos escolares visando a implementação da mencionada diretriz.

Já no nono livro (Psicologia Escolar: Desafios e bastidores na escola pública) produzido pelos membros do GT de Psicologia Escolar e Educacional e organizado por Guzzo (2014), verificaram-se avanços à concretização do compromisso ético e político da área com a transformação social mediante a produção e a divulgação de planos de intervenção psicológica nos contextos educativos. Moreira e Guzzo (2014) apresentaram as propostas de intervenção norteadoras do Projeto Voo da Águia, cujas ações se orientam à concretização de uma Psicologia Escolar que contribua para o desenvolvimento dos sujeitos e de uma nova maneira de viver em sociedade, favorecendo a emancipação e a libertação de todos. Souza, Petroni, Dugnani, Barbosa, e Andrada (2014) apresentaram os princípios da teórica histórico-cultural que orientam as iniciativas de pesquisa-intervenção por elas desenvolvidas e compilaram posturas e ações que consideraram favorecedoras para a atuação do psicólogo escolar enquanto facilitador de processos de desenvolvimento humano.

Por fim, no décimo livro do GT de Psicologia Escolar e Educacional (Psicologia Escolar crítica: Teoria e prática nos contextos educacionais), organizado por Dazzani e Souza (2016), foram mantidos compromissos anteriormente já assumidos com a reconfiguração da formação inicial, com a inclusão escolar e com a sistematização de diretrizes, princípios e sugestões para a prática em Psicologia Escolar. No material bibliográfico analisado, adquire destaque a produção de Feitosa e Marinho-Araujo (2016). Ao ampliarem a proposta de atuação no Ensino Superior ao contexto dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET’s), as autoras se comprometeram ética e politicamente com um cenário emergente de formação profissional qualificada, em que a psicologia escolar pode contribuir tanto para potencializar processos de desenvolvimento humano adulto quanto para promover o crescimento socioeconômico do país, que se relaciona em parte ao perfil profissional e as competências que podem ser desenvolvidas ao longo trajetória de estudantes na educação superior.

Considerações Finais

Com o presente artigo, objetivou-se apresentar reflexões de como a produção científica em Psicologia Escolar pode e deve constituir-se em ato político, assumindo compromissos com a mudança de condições sociais, históricas e culturais injustas e coercitivas, de modo a conduzir processos emancipatórios do homem. Mediante a análise dos 71 capítulos de livros distribuídos nos 10 livros produzidos de 1996 a 2016 pelo Grupo de Trabalho (GT) de Psicologia Escolar e Educacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), verificou-se que o compromisso da Psicologia Escolar com a transformação social marcou todas as publicações, desde sua origem, em um devir histórico-cultural, marcado por estudos, pesquisas e práticas de diversos pesquisadores e grupos, em diferentes tempos e espaços, rumo à produção de um conhecimento crítico (Delari Junior, 2015).

Constatou-se que, de acordo com os aspectos históricos, sociais e culturais característicos das diferentes épocas em que foram produzidos os livros analisados, o ato político da pesquisa em Psicologia Escolar materializou-se de diferentes formas: (a) sistematização de perfil, identidade e competências profissionais para os psicólogos escolares; (b) promoção de reconfigurações na formação inicial; (c) construção de espaços para o desenvolvimento profissional, tais como a formação continuada; (d) elaboração de sugestões para a atuação em Psicologia Escolar. Esses propósitos estavam fortemente marcados pelos aspectos históricos, sociais e culturais que permearam a produção dos capítulos.

As discussões teóricas aqui apresentadas apontam para a imprescindibilidade da pesquisa em Psicologia Escolar configurar-se como ato político. Filiando-se a pressupostos teóricos, metodologias e estratégias interventivas, cabe à área oferecer ferramentas sociais concretas para alavancar mudança das realidades sociais injustas, opressoras e alienantes, bem como mediar fortalecimento e empoderamento dos profissionais que atuam, especialmente, em contextos educativos.

Agradecimento

Apoio e financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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Revista de Psicologia da IMED, Passo Fundo, vol. 11, n. 1, p. 103-119, Janeiro-Junho, 2019 - ISSN 2175-5027

[Recebido: Outubro 18, 2018; Aceito: Dezembro 20, 2018]

DOI: https://doi.org/10.18256/2175-5027.2019.v11i1.3018

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Lorena de Almeida Cavalcante

QMSW 06, Lote 02, Bloco C, Apartamento 102, Edifício Espaço Villa Verde, Setor Sudoeste. Brasília – DF, Brasil. CEP: 70680-600

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