Conselhos Escolares para que? Análise de uma Experiência com Gestão Escolar Democrática

Antonio Euzébios Filho

Resumo


Esse artigo relata a experiência de dois anos de um projeto de extensão com foco no fortalecimento dos Conselhos Escolares, realizado por membros do curso de psicologia de uma universidade do interior do Estado de São Paulo. O projeto aconteceu em três escolas municipais de ensino fundamental, no bojo do Programa municipal de fortalecimento dos Conselhos. Encontrou subsídio teórico em referências da psicologia escolar e da psicologia social, articulados pelo materialismo histórico e dialético. Durante o período de execução do projeto, foram realizadas ações como: encontros de formação com membros dos Conselhos Escolares (professores, funcionários, estudantes e pais), diagnósticos participativos, apoio no processo eleitoral e na elaboração coletiva de planos de trabalho das gestões eleitas, entre outras. Finalmente, intersecionando nossa experiência com o arcabouço teórico concluímos que, apesar dos avanços históricos da gestão escolar democrática e da política de estimulo aos Conselhos no município, foram identificadas barreiras para que essas instâncias não sejam figurativas ou acessórias das direções instituídas das escolas. A superação desse quadro começa pelo questionamento dos limites da própria democracia formal, dentro e fora da escola.


Palavras-chave


educação, democracia, psicologia, conselheiros.

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DOI: https://doi.org/10.18256/2175-5027.2019.v11i1.2891

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