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A Maturidade para a Escolha Profissional em Adolescentes do Ensino Médio

Maturity for Professional Choice in High School Adolescents

Camila Cericatto(1); Cássia Ferrazza Alves(2); Naiana Dapieve Patias(3)

1 Especialista em Diagnóstico e Avaliação Psicológica (IMED). Prefeitura Municipal de Selbach. Brasil.
E-mail: camilacericatto@hotmail.com

2 Mestre em Psicologia. Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. Brasil. E-mail: cassiaferrazza@gmail.com

3 Doutora em Psicologia. Faculdade Meridional IMED. Brasil. E-mail: naipatias@hotmail.com

 

Resumo

Cada vez mais cedo, os adolescentes deparam-se com a escolha de uma profissão. No entanto, nem sempre estão maduros para tal. Este trabalho teve como objetivo investigar a maturidade para escolha profissional entre adolescentes do Ensino Médio, comparando os escores entre sexos, idade e escolaridade. Participaram do estudo 234 adolescentes com idades entre 14 e 19 anos (M=16,12; DP=0,92), estudantes de ensino médio de escolas públicas e privadas da região norte do Rio Grande do Sul. Como instrumento de coleta de dados, foram utilizados a Escala Maturidade para a Escolha Profissional (EMEP) e um questionário de dados sociodemográficos. Foram realizadas análises descritivas, teste U de Mann-Whitney e o teste chi-quadrado a fim de verificar a classificação quanto ao percentil de acordo com ano escolar. O estudo encontrou diferença estatisticamente significativa no fator Responsabilidade entre os sexos. Adolescentes mais velhos obtiveram maiores escores no EMEP total e no fator Determinação. Além disso, diferenças estatisticamente significativas entre os escores do EMEP total e por fatores foram encontradas segundo o ano de ensino. A partir dos resultados, foram sugeridas estratégias de intervenção para o público adolescente.

Palavras-chave: adolescência, inventário de maturidade profissional, orientação vocacional

 

Abstract

Increasingly early teens are faced with the choice of a profession. However, they are not always maturity for such. This study aimed to investigate the maturity for professional choice among high school teens, comparing the scores between the genders, age and scholarity. Participated 234 adolescents, aged 14 to 19 years (M = 16.12, SD = 0.92) students from public and private schools in the northern region of Rio Grande do Sul. The Professional Choice Maturity Scale (EMEP) and the sociodemographic data questionnaire were used as data collection instrument. Descriptive analyzes were performed and Mann-Whitney Uand chi-square tests in order to verify percentile classification according school year. The study found a statistically significant difference in the Responsibility factor between gender. Older adolescents obtained higher scores in EMEP total and in Determination factor. In addition, statistically significant differences between total EMEP scores and other factors were found according education’s year . From the results, expected thinking about intervention strategies for the adolescent public.

Keywords: adolescence, career maturity inventory, vocational choice

 

Introdução

A adolescência é uma etapa da vida marcada por inúmeras mudanças físicas, psicológicas e sociais. Dentre as principais mudanças enfrentadas pelos adolescentes estão as alterações ligadas ao corpo e a sexualidade, resultado de transformações hormonais biológicas; mudanças comportamentais, de diferenciação e de identificação com grupos sociais, sendo necessário compreender a adolescência considerando o contexto social, cultural e histórico em que estão inseridos (Cerqueira-Santos, Mello Filho, & Koller, 2014; Lerner & Galambos, 1998, Senna & Dessen, 2012). EEm meio a este período de intensas mudanças, dúvidas e inseguranças, muitos adolescentes têm a responsabilidade de escolher uma profissão. A escolha da profissão é uma atitude que demanda maturidade devido ao investimento emocional e financeiro da família e do indivíduo para o seu projeto de vida (Melo-Silva, Oliveira, & Coelho, 2002).

O termo maturidade refere-se, na teoria desenvolvimentista desenvolvida por Donald Super (1963), à “prontidão” do indivíduo para tomar decisões de carreira. A partir de uma perspectiva social, a maturidade vocacional pode ser definida como a comparação entre as tarefas evolutivas que o indivíduo se defronta e aquelas esperadas com base na idade cronológica do mesmo. A partir de uma perspectiva psicológica, a maturidade pode ser compreendida pela comparação entre os recursos (cognitivos e afetivos) que o indidíduo dispõe e os recursos que, de fato, são necessários para lidar com uma tarefa. Inicialmente, esta expressão foi associada ao período da adolescência e início da adultez (entre os 14 e 24 anos) quando os jovens cristalizavam seus sonhos e projetos em uma identidade ocupacional, especificavam uma escolha ocupacional por meio do comportamento exploratório e definiam uma escolha ocupacional. Contudo, o termo maturidade foi desenvolvido em uma época em que o mercado de trabalho era mais estável, havendo menos transições na carreira que demandassem novas decisões vocacionais ao longo da vida. Assim, a expressão maturidade estava associada à adolescência, época que os jovens tomavam a primeira decisão, e às vezes, única decisão, importante relacionada à carreira (Super et al., 1996). Neiva (2014) interessou-se pelo tema e construiu a Escala de Maturidade para a Escolha Profissional, considerando ser necessário a aquisição de determinados conhecimentos e o desenvolvimento de determinadas atitudes para que o jovem atinja a maturidade necessária à decisão profissional. Para isso, é importante que o jovem, ao se deparar com o momento da escolha de uma profissão, leve em consideração o mercado de trabalho, seus interesses e valores individuais. Uma escolha autônoma e responsável implica, assim, na conscientização dos fatores internos e externos que influenciam no processo decisório (Bordão-Alves & Melo-Silva, 2008). Almeida e Pinho (2008) afirmam que quando um adolescente se depara com a escolha de uma profissão, não estão apenas em jogo seus interesses e aptidões, mas também a maneira como ele vê o mundo, como ele próprio se vê, as informações que possui acerca das profissões, as influências externas advindas do meio social, dos pares e, principalmente, da família. A partir disso, identificar o nível de maturidade para as decisões vocacionais torna-se um aspecto relevante.

Estudos demonstram uma relação positiva entre maturidade e aspectos importantes para a carreira como habilidades sociais, autoestima (Heo & Kim, 2016); nível socioeconômico (Kim & Oh, 2013; Yon, Choi, & Goh, 2012), autoeficácia e relacionamento com pais, amigos e professores (Lee et al., 2012). Além disso, é possível identificar que o maior conhecimento da realidade educativa, social e profissional, que é a maturidade vocacional, está relacionada a menor dificuldade dos jovens de autocontrole e de desenvoltura social. Assim, jovens que possuem maior autoconhecimento tendem a apresentar menores dificuldades de empatia e desenvoltura social. Esses dados demonstram que a maturidade está também relacionada a aspectos importantes como as habilidades sociais, valorizados no mercado de trabalho. No estudo de Colombo e Prati (2014), não foram encontradas diferenças entre jovens que trabalhavam e jovens que não trabalhavam no nível de maturidade, possivelmente pelo fato do contexto de trabalho não favorece a habilidade de maturidade profissional.

A autoestima tem sido relacionada à maturidade de carreira, influenciando no nível de maturidade. Heo e Kim (2016), ao investigar pré-adolescentes em um estudo longitudinal, evidenciaram essa relação demonstrando para a importância do feedback positivo da família e também da escola, destacando as potencialidades dos estudantes. Desta forma, desenvolver ambientes que estimulem o aprendizado, uma relação afetiva adequada e também um feedback positivo influenciam na percepção de autonomia, responsabilidade, determinação nas escolhas profissionais. Além da autoestima estar associada à maturidade, a autoeficácia e o relacionamento com pais, professores e amigos parecem ser aspectos relevantes. Apresentar uma relação positiva com pais, professores e amigos influencia na maturidade de carreira, sendo essa relação mediada pela autoeficácia. A partir de uma relação positiva, os jovens podem desenvolver maior confiança nas suas capacidades e, assim, envolver-se em diferentes atividades relacionadas à carreira, relacionada ao comportamento exploratório. O envolvimento em diferentes atividades auxilia o jovem na maturidade para a tomada de decisão de carreira. O comportamento exploratório refere-se à busca que o indivíduo faz sobre si mesmo e sobre o ambiente. O mesmo pode ser voltado para a carreira quando a exploração é orientada para o trabalho como, por exemplo, a busca por um estágio extracurricular. Embora não esteja especificamente orientado para o trabalho, outras formas de exploração podem ser consideradas vocacionalmente relevantes como desenvolver a habilidade liderança quando os jovens envolvem-se no grêmio estudantil da escola (Jordaan, 1963).

Ainda, o nível socioeconômico parece influenciar, ao longo do tempo, no nível de maturidade de carreira (Kim & Oh, 2013; Yon et al., 2012). Jovens com maior nível socioeconômico apresentam maiores escores de maturidade de carreira comparado a jovens de nível socioeconômico médio e baixo (Yon et al., 2012). Jovens com menor nível socioeconômico parecem não estar tão preparados para explorar possíveis metas futuras de carreira, provavelmente por buscar metas de carreira com retorno mais imediato em relação as com retorno a longo prazo, reproduzindo o que acontece no contexto social (Kim & Oh, 2013). Ao mesmo tempo, famílias com baixo nível socioecômico podem ter menos informações sobre o mercado de trabalho e também estimular menos os filhos a considerar oportunidades profissionais de acordo com os interesses dos mesmos, visando o retorno financeiro mais imediato e necessário para estas famílias (Yon et al., 2012). Da mesma forma, quanto maior o nível educacional da mãe no estudo de Yon et al. (2012) com jovens coreanos, maior é a maturidade de carreira, possivelmente pelo fato da mãe auxiliar o filho a explorar mais suas habilidades e seus interesses. Desta maneira, torna-se relevante desenvolver intervenções de orientação profissional, considerando que o adolescente tende a apresentar maior maturidade vocacional após as intervenções (Junqueira & Melo-Silva, 2014). Isto significa refletir sobre outras opções profissionais e escolher carreiras condizentes com seus interesses.

Avaliar a maturidade para a escolha profissional durante o Ensino Médio pode possibilitar às escolas desenvolver estratégias para apoiar as escolhas dos adolescentes, baseadas nos critérios de maior necessidade dos adolescentes e também orientar os alunos quando é necessário buscar a realização de um Processo de Orientação Profissional. Desta forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o nível de maturidade profissional total dentre os alunos do ensino médio. Além disso, objetivou-se identificar se havia diferenças estatisticamente significativas na maturidade total e em cada fator de acordo com o sexo, a idade e escolaridade.

 

Método

Participantes

Participaram da pesquisa 234 adolescentesde escolas de públicas e privadas de três cidades do norte do Estado do Rio Grande do Sul, as quais foram selecionadas por conveniência. Os adolescentes possuiam idades entre 14 e 19 anos (M=16,12; DP=0,92), 157 meninas e 77 meninos. 60 eram estudantes do primeiro ano, 77 estudantes do segundo ano e 97 do terceiro ano do Ensino Médio . Do total da amostra, 80 (34%) referiu estar trabalhando no momento da pesquisa e 224 (96%) diz querer continuar seus estudos após o término do Ensino Médio.

 

Instrumentos

Foram aplicados os seguintes instrumentos:

Questionário sociodemográfico: contém informações sobre sexo, nível de ensino, escola, entre outros.

Escala de Maturidade para a Escolha Profissional – EMEP (Neiva, 2014): avalia os níveis de maturidade profissional e detecta pontos nos quais uma intervenção é necessária. É uma escala do tipo Likert de 5 pontos composta por 45 frases e cinco subescalas (Determinação, Responsabilidade, Independência, Autoconhecimento e Conhecimento da Realidade Socioprofissional) relacionados à maturidade do adolescente quanto a sua escolha profissional. As respostas classificam as escolhas do adolescente de acordo com a frequência que atua ou pensa diante da situação conforme manual do instrumento desenvolvido por Neiva (2014) com parecer favorável pelo Conselho Federal de Psicologia segundo o site http://satepsi.cfp.org.br/. A escala foi validada para adolescentes e ensino médio de escolas públicas e privadas. Possui índices adequados de consistência interna, variando de α = 0,77 a α = 0,91 (Neiva, 1998).

 

Procedimentos e considerações éticas

As escolas foram contatadas por conveniência. Após a aceitação pelos diretores para participar da pesquisa e aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa, os alunos foram convidados a participar. Com a assinatura pelos responsáveis do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e assinatura do Termo de Assentimento (TA) pelos participantes, a coleta de dados foi realizada nas escolas em dia, horário e sala previamente combinada com as escolas. A aplicação foi em grupo e durou, em média, 30 minutos. Os participantes foram novamente informados sobre a voluntariedade na participação, além da possibilidade de desistência em participar da pesquisa em qualquer momento sem qualquer prejuízo Além disso, falou-se sobre o anonimato e sigilo das informações coletadas as quais seriam utilizadas para fins de pesquisa e publicação científica, preservando a identidade dos participantes. Após a coleta dos dados, todos aqueles alunos que desejaram saber mais sobre os resultados, receberam uma devolução com os resultados no EMEP e explicações referentes a esses.

Análise das Informações

Os dados foram digitados no programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. Foram realizadas as inversões nos escores negativos das afirmativas do EMEP segundo o manual. Após, as variáveis foram computadas em um escore geral para a maturidade (EMEP total) e também por fatores (Determinação, Responsabilidade, Independência, Autoconhecimento e Conhecimento da Realidade).

Análises descritivas como médias e desvios-padrão foram realizadas para idade, sexo, EMEP total e por fatores. A fim de investigar se haviam diferenças na maturidade total e por fatores em meninos e meninas e entre adolescentes mais novos (de 14 e 16 anos) e mais velhos (17 a 19 anos), testes U de Mann-Whitney foram realizados. Também foi investigado se haviam diferenças estatisticamente significativas na EMEP total e em cada fator por série (primeiro, segundo e terceiro ano), sendo realizado teste U de Mann-Whitney comparando o primeiro e o segundo ano, o segundo e o terceiro ano e o primeiro e o terceiro ano.

Além disso, com o objetivo de verificar a distribuição quanto a maturidade profissional por ano de ensino, teste chi-quadrado foi realizado. Cabe ressaltar que a divisão entre os percentis foi realizada, primeiramente, por meio do manual do EMEP pelo resultado bruto que foi transformado em percentil. A partir disso, foi procedida a classificação diagnóstica (muito inferior, inferior, médio inferior, médio, médio superior, superior e muito superior). Desta primeira classificação, foram criadas três categorias quanto aos percentis (Abaixo da média, Média e Acima da Média), procedimento realizado por Junqueira e Melo-Silva (2014). A partir desta nova categorização, os percentis de 1 a 25 (muito inferior, inferior e médio inferior) passaram a constituir a categoria abaixo de média. Já os percentis de 30 a 70, referentes à categoria médio, permaneceram. Os percentis 75 a 99 (médio superior, superior e muito superior), foram recategorizados como acima da média.

 

Resultados

Os resultados de análises descritivas como médias e desvios-padrão da maturidade total e dos fatores encontram-se na Tabela 1.

Tabela 1. Valores mínimos e máximos, médias e desvios-padrão
na EMEP total e por fatores

 

Mínimo

Máximo

M

DP

EMEP total

94

210

163,52

21,76

Determinação

15

50

37,05

8,79

Responsabilidade

14

50

39,93

6

Independência

16

40

27,48

5,66

Autoconhecimento

14

35

26,30

4,85

Conhecimento da realidade

12

50

32,75

6,86

Nota: M= média; DP= desvio-padrão

A fim de investigar se haviam diferenças estatisticamente significativas entre o sexo e a faixa etária na maturidade total e em cada fator, teste U de Mann-Whitney foi realizado.

Tabela 2. Teste U de Mann-Whitney para verificar diferenças
entre os sexos na EMEP total e por fatores

 

 

 

Md

Teste

p

 

 

 

 

 

 

EMEP total

Sexo

Meninos (n=77)

122,94

U= 5625,50

0,389

 

 

Meninas (n=157)

114,83

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

111,36

U=5171,00

0,052

 

17 a 19 anos (n=79)

129,54

 

 

 

 

 

 

 

 

Determinação

Sexo

Meninos (n=77)

129,40

U= 5128,00

0,059

 

 

Meninas (n=157)

111,66

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

108,87

U=4784,50

0,006

 

17 a 19 anos (n=79)

134,44

 

 

 

 

 

 

 

 

Responsabilidade

Sexo

Meninos (n=77)

104,29

U=5027,00

0,036

 

 

Meninas (n=157)

123,98

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

116,62

U=5986,00

0,780

 

17 a 19 anos (n=79)

119,23

 

 

 

 

 

 

 

 

Independência

Sexo

Meninos (n=77)

115,94

U=5924,00

0,804

 

 

Meninas (n=157)

118,97

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

113,26

U=5466,00

0,179

 

 

17 a 19 anos (n=79)

125,81

 

 

 

 

 

 

 

 

Autoconhecimento

Sexo

Meninos (n=77)

126,63

U=5341,50

0,148

 

 

Meninas (n=157)

113,02

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

115,56

U=5822,50

0,539

 

 

17 a 19 anos (n=79)

121,30

 

 

 

 

 

 

 

 

Conhecimento da Realidade

Sexo

Meninos (n=77)

122,11

U=5689,50

0,465

 

 

Meninas (n=157)

115,24

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Faixa etária

14 a 16 anos (n=155)

114,02

U=5582,50

0,269

 

 

17 a 19 anos (n=79 )

124,34

 

 

Nota. Md= mediana; U= Teste não paramétrico, U de Mann-Whitney; n= número de adolescentes;
p= teste de significância estatística, considerando p<0,05.

Teste U de Mann-Whitney indicou haver diferenças estatisticamente significativas entre os sexos apenas no fator responsabilidade, tendo as meninas, maior escore neste fator quando comparadas com os meninos. Já em relação à faixa etária, adolescentes mais velhos obtiveram maiores escores no EMEP total e no fator determinação quando comparados com adolescentes mais novos.

Com o objetivo de investigar se haviam diferenças estatisticamente significativas no EMEP total entre os diferentes níveis de escolaridade foram realizados testes U de Mann-Whitney. Foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre os participantes do primeiro e do segundo ano na escala total (U = 1723,5; p < 0,05), nas subescalas determinação (U = 1823,5; p < 0,05), autoconhecimento (U= 1812,5; p < 0,05) e conhecimento da realidade (U = 1788,5; p < 0,05). As análises também foram realizadas entre os participantes do primeiro e do terceiro ano, sendo encontradas diferenças estatísticamente significativas na escala total (U = 1908,5; p < 0,01), nas subescalas determinação (U = 2041,5; p < 0,05), responsabilidade (U =2256,5; p < 0,05), independência (U = 2235,5; p < 0,05), conhecimento da realidade (U = 2208,5; p < 0,05). Nos participantes do segundo e do terceiro ano, não foram encontradas diferenças estatísticamente significativas na escala total (U = 3669,0; p = 0,84), contudo foram encontradas diferenças estatísticamente significativas na subescala independência (U = 3084,5; p < 0,05). Em todos esses resultados com diferença estisticamente significativa, os participantes com maior nível de escolaridade apresentaram maiores médias na escala total e nas subescala.

A fim de investigar a distribuição quanto a maturidade profissional total e seus fatores por ano de ensino, teste chi-quadrado foi realizado. Os resultados encontram-se na tabela 3 e demonstram não haver diferenças estatisticamente significativas na distribuição percentil por anos escolares.

Tabela 3. Comparação de distribuição quanto à classificação do percentil
por ano de escolaridade

 

1º ano

(n = 60)

2º ano

(n = 77)

3º ano

(n = 97)

χ2

p

EMEP total

 

 

 

 

 

Abaixo da média

20 (33,3%)

18 (23,4%)

23 (23,7%)

3,224

0,521

Média

29 (48,3%)

37 (48,1%)

48 (49,5%)

Acima da média

11 (18,3%)

22 (28,6%)

26 (26,8%)

Determinação

 

 

 

 

 

Abaixo da média

21 (35%)

19 (24,7%)

21 (21,6%)

3,577

0,466

Média

24 (40%)

35 (45,5%)

47 (48,5%)

 

 

Acima da média

15 (25%)

23 (29,9%)

29 (29,9%)

 

 

Responsabilidade

 

 

 

 

 

Abaixo da média

19 (31,7%)

22 (28,6%)

25 (25,8%)

5,729

0,220

Média

21 (35%)

37 (48,1%)

52 (53,6%)

 

 

Acima da média

20 (33,3%)

18 (23,4%)

20 (20,6%)

 

 

 

Independência

 

 

 

 

 

Abaixo da média

28 (46,7%)

29 (37,7%)

29 (29,9%)

4,803

0,308

Média

20 (33,3%)

31 (40,3%)

46 (47,4%)

 

 

Acima da média

12 (20%)

17 (22,1%)

22 (22,7%)

 

 

 

Autoconhecimento

 

 

 

 

 

Abaixo da média

18 (30%)

15 (19,5%)

30 (30,9%)

8,115

0,087

Média

28 (46,7%)

30 (39%)

43 (44,3%)

 

 

Acima da média

14 (23,3%)

32 (41,6%)

24 (24,7%)

 

 

 

Conhecimento da realidade

 

 

 

 

 

Abaixo da média

19 (31,7%)

19 (24,7%)

22 (22,7%)

5,216

0,266

Média

28 (46,7%)

30 (39%)

49 (50,5%)

 

 

Acima da média

13 (21,7%)

28 (36,4%)

26 (26,8%)

 

 

Nota χ2 teste chi-quadrado; p= teste de significância estatística, considerando p<0,05.

 

Discussão

O Ensino Médio é um dos primeiros momentos no qual os jovens fazem as suas escolhas para a futura vida profissional. Neste estudo, a responsabilidade foi o único fator que indicou haver diferença estatisticamente significativa entre o sexo masculino e feminino, tendo as meninas, maior escore quando comparadas aos meninos. É possível identificar escores entre meninos e meninas semelhantes em alguns estudos (Junqueira & Melo-Silva, 2015; Heo & Kim, 2016) e, em outros, são encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os sexos, sendo que as meninas geralmente apresentam médias superiores na maturidade em relação aos meninos (Amorim et al., 2012; Balbinotti & Tétreau, 2006; Yon et al., 2012; Neiva, 2003, Neiva et al., 2005). O estudo de Amorim et al. (2012) encontrou que as meninas obtiveram maior pontuação nos fatores determinação, conhecimento da realidade, autoconhecimento, responsabilidade, porém o único fator que apresentou uma diferença significativa, de acordo com o sexo, foi o fator responsabilidade tal como encontrado neste estudo. Segundo os autores, é possível compreender que as mulheres parecem estar mais preparadas para assumir as responsabilidades que poderão surgir na profissão. De fato, Neiva (2003) e Neiva et al. (2005) também encontraram, em seus estudos, que as meninas mostram-se mais responsáveis que os meninos em relação à escolha profissional. Neiva (2003) acredita que as mulheres sejam mais reforçadas para o desenvolvimento de atitudes, o que as tornam mais responsáveis. Também, é possível considerar que as mulheres estão atravessadas em uma cultura na qual participam mais ativamente nos cuidados da casa, muitas vezes ajudando no cuidado de irmãos mais novos e assim possam desenvolver maior responsabilidade na escolha do seu futuro profissional.

No presente estudo, em relação à faixa etária, adolescentes mais velhos obtiveram maiores escores no EMEP total e no fator determinação quando comparados com adolescentes mais novos. Isto sugere que os jovens parecem estar mais decididos e seguros em relação à escolha profissional, e conforme seu crescimento, já realizam ações efetivas relacionadas às suas escolhas profissionais. Estes aspectos também foram observados no estudo realizado por Neiva (2003). Embora não tenham sido encontradas diferenças significativas, Balbinotti e Tétreau (2006) encontraram que a maturidade aumenta entre os 14 e 17 anos de idade. Os autores acreditam que, como os jovens participantes de seu estudo ainda não estavam no mercado de trabalho, é provável que, com a entrada no mercado, os jovens possam desenvolver mais o comportamento exploratório e incrementar o nível de maturidade vocacional com o aumento da faixa etária.

Os resultados deste estudo ainda indicam que há diferença estatisticamente significativa entre os anos escolares, tendo o segundo ano, maiores escores no EMEP total, no fator determinação, no fator autoconhecimento e no fator conhecimento da realidade. O estudo de Neiva (2003) também encontrou nível significativamente mais alto de maturidade total para a escolha profissional comparando alunos de 2º ano com alunos de 1º ano, junto com os fatores determinação e responsabilidade. É possível pensar que, na transição do ensino fundamental para o ensino médio, muito alunos estão se adaptando a novas exigências de ensino e muitos ainda não se depararam com a necessidade de realizar a busca por uma profissão. Os alunos do 1º ano, podem pensar que ainda possuem tempo para investigar a realidade do mercado de trabalho, dos cursos e da vida profissional, bem como se conhecerem até o momento de sua escolha, sendo assim estão pouco determinados nesta busca.

Ainda neste estudo, relacionada à comparação entre os anos 1º e 3º, o terceiro ano apresentou maiores escores na EMEP total e em todos os fatores, exceto no Autoconhecimento. É possível identificar, em alguns estudos, que o aumento da série escolar e a da idade implica em maior maturidade vocacional (Heo & Kim, 2016), contudo outros estudos demonstram poucas diferenças significativas conforme a série escolar (Balbinotti & Tétreau, 2006). No entanto, o autoconhecimento é um importante aspecto para o desenvolvimento vocacional, visto que permite às pessoas identificarem os seus interesses, habilidades, valores e crenças que podem contribuir para a sua escolha de forma mais segura e assertiva (Niles, 2011; Hirschi, 2014). No presente estudo, comparando os escores no EMEP total e nos fatores entre o 2º e 3º ano, observou-se haver diferenças estatisticamente significativas apenas no fator Independência, tendo maior escore no 3º ano quando comparado com o 2º ano. Apresentar decisões independentes, muitas vezes, pode significar que o jovem reflete sobre seus interesses e tomam uma decisão com maior autonomia e com menos pressão ou influência familiar (Oliveira & Neiva, 2013).

No presente estudo, o fator autoconhecimento não apresentou diferença estatisticamente significativa entre os alunos do 1º e 3º ano, indicando que o autoconhecimento não se diferencia conforme a idade dos participantes. Além disso, foi possível identificar que a maior parte dos estudantes apresentou níveis de maturidade na média e acima da média. Contudo, ao verificar os percentuais acima da média, observa-se que esses não passam dos 30% da amostra. Isso demonstra que ainda é necessário os participantes investirem em alguns aspectos que compõem a sua maturidade para as escolhas profissionais, e que as escolas incentivem o trabalho de orientação profissional. O estudo de Junqueira e Melo-Silva (2014) identificou que a maior parte dos jovens investigados apresentaram escores de maturidade profissional abaixo da média. Esses dados demonstram que a escola e a família podem auxiliar os jovens no comportamento exploratório, etapa esta importante para auxiliar na tomada de decisão e no incremento de maturidade para a tomada de decisão (Junqueira & Melo-Silva, 2014). Pais e educadores podem auxiliar os jovens na compreensão do mercado de trabalho, clarear informações aos jovens além de auxiliar na tomada de decisão (Heo & Kim, 2016).

Além disso, há um aumento do nível de maturidade para a escolha profissional ao longo do ensino médio e também com o aumento da idade (no fator determinação) neste estudo, porém os componentes da maturidade se desenvolvem em momentos diferentes do ensino médio e em outras etapas, como no ensino fundamental. Ao analisar, de forma longitudinal, o nível de maturidade, Yon et al. (2012) encontraram que este processo não é linear. É provável que muitos estudantes envolvam-se em mais comportamentos exploratórios com o passar das séries ou com a entrada no mercado de trabalho e, por isso, conheçam com mais clareza seus interesses, valores, habilidades e também o mercado de trabalho (Balbinotti & Tétreau, 2006). Além disso, a iminência de uma tomada de decisão nos alunos mais velhos e com maior escolaridade possam apresentar-se mais determinados para tomar as decisões de carreira (Balbinotti & Tétreau, 2006; Yon et al., 2012).

A partir dos resultados deste estudo, é possível identificar a importância do trabalho de Orientação Profissional. Estudos demonstram que a maturidade vocacional aumenta a partir das intervenções de orientação profissional(Junqueira & Melo-Silva, 2014; Oliveira & Neiva, 2013). Munhoz, Melo-Silva e Audibert (2006) também acreditam no trabalho de orientação vocacional inserida no contexto escolar a partir de uma perspectiva de Educação para a Carreira. Durante o 1º ano do ensino médio, deve ser realizado um trabalho de retomada do autoconhecimento, das habilidades de relacionamentos interpessoais, bem como da habilidade de tomar decisões. No 2º ano, devem-se discutir as escolhas que estão sendo realizadas, sob quais critérios e influências, a orientação para buscar informações profissionais sobre diferentes áreas de profissões e sua preferências, e no 3º ano o trabalho deve centrar-se na busca de informações sobre as ocupações escolhidas, formas de ingressos em cursos, assim como trabalhar medos e angústias sobre as escolhas.

 

Considerações finais

Por meio deste estudo, foi possível conhecer o nível de maturidade dos jovens desta região, que encontram-se na média para realizar as suas escolhas. O estudo confirmou estudos anteriores, que mostram que as meninas apresentam maior responsabilidade na escolha profissional quando comparado aos meninos. Além disso, pode-se identificar o aumento da determinação dos alunos para a escolha conforme o aumento de sua idade, bem como a maior independência dos alunos do 3º ano quando comparados ao 1º, e assim, o aumento de todos os fatores que compõem a maturidade total nos alunos do final do ensino médio. Ainda, foi possível realizar uma devolução individual e para a escolas acerca dos resultados, o que torna importante a construção e a efetivação de intervenções voltadas para a orientação profissional.

Os resultados evidenciados nesta pesquisa direcionam para a importância de existirem ações, tanto no contexto escolar como no familiar, para auxiliar os jovens a refletir sobre a carreira e a tomar decisões mais responsáveis e condizentes com seus interesses e valores. Para tanto, os percentuais abaixo da média identificados no estudo em todos os anos escolares demonstram que são necessárias intervenções não somente para alunos concluintes no ensino médio, mas para os alunos de todas as etapas. Neste sentido, psicólogos escolares podem desenvolver projetos voltados para a educação para a carreira, não apenas no ensino médio, mas também no ensino fundamental tendo em vista que a confiança para tomar decisões, a clareza dos interesses e valores pessoais e profissionais já podem ser refletidos desde séries anteriores ao ensino médio, considerando que, muitos jovens, já ingressam no mercado de trabalho (a exemplo do jovem aprendiz) ou em cursos profissionalizantes na transição ensino fundamental-ensino médio.

Uma das limitações do estudo diz respeito ao número limitado de meninos quando comparados com meninas participantes. Além disso, escolas públicas e privadas não foram comparadas uma vez que foi possível coletar os dados de apenas uma escola privada da região. Para além disso, seria interessante analisar o nível de maturidade de forma longitudinal no contexto brasileiro, tendo em vista alguns estudos demonstrarem a não-linearidade da mesma (Yon et al., 2012). Ainda, investigar o nível de maturidade também em outras amostras, por exemplo, jovens concluintes do ensino fundamental e também universitários. Avaliar o nível de maturidade pode ser uma medida útil também para avaliar intervenções realizadas no contexto escolar.

 

 

Referências

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Revista de Psicologia da IMED, Passo Fundo, vol. 9, n. 1 p. 22-37, Jan.-Jun. 2017 - ISSN 2175-5027

[Recebido: Ago. 14, 2016; Aceito: Ago. 28, 2017]

DOI: https://doi.org/10.18256/2175-5027.2017.v9i1.1487

 

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