Fatores Associados à Síndrome de Burnout em Profissionais que Tratam da Saúde da Mulher

Janine Kieling Monteiro, Gabrielle Hennig Grisa, Gênesis Marimar Rodrigues Sobrosa, Mariana Luísa Albrecht Rodrigues

Resumo


A Síndrome de Burnout (SB) é uma resposta emocional a situações de estresse crônico em função de relações interpessoais constantes, afetivas e intensas em situações de trabalho. Esse estudo de delineamento observacional, analítico e transversal teve por objetivo investigar a associação entre a SB, estratégias de coping, variáveis demográficas, sociais, laborais e de saúde em profissionais que tratam da saúde da mulher. Participaram do estudo profissionais que prestam atendimento em duas Unidades Básicas de Saúde. Foram utilizados o como instrumentos: Questionário para a Avaliação da Síndrome de Quemarse por el Trabajo e o Brief-Cope. Apesar da baixa frequência observada da SB (6,5%), destacam-se nos resultados que 41,4% dos participantes indicaram ter se licenciado do trabalho para tratamento de problemas relacionados à saúde mental no último ano. Espera-se que esses resultados possam ser utilizados para subsidiar futuras intervenções voltadas à saúde do trabalhador na atenção primária da saúde.


Texto completo:

PDF

Referências


Albaladejo, R., Villanueva, R., Ortega, P., Astasio, P., Calle, M. E., & Domínguez , V.(2004). Síndrome de burnout en el personal de enfermería de un hospital de Madrid. Revista Española de Salud Pública, 78, 505-516.

Avellar, L.Z., Iglesias, A., & Valverde, P. V. (2007). Sofrimento psíquico em trabalhadores de enfermagem de uma unidade de oncologia. Psicologia em Estudo, 12 (3), 475-481.

Beltrán, C.A., & Moreno, M.P. (2007). Factores psicosociales asociados a patologías laborales en médicos de nivel primario de atención en Guadalajara, México. Revista Médica Del Uruguai, 23(4), 251-259.

Barboza, D. B., & Soler, Z. A. S. G. (2003). Afastamento do trabalho na enfermagem: ocorrências com trabalhadores de um hospital de ensino. Revista Latino-americana de Enfermagem, 11(2), 177-183.

Benevides-Pereira, A. M. T. (2002). Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Borges, L.O., Argolo, J.C.T., & Baker, M.C.S. (2006). Os valores organizacionais e a síndrome de burnout: dois momentos em uma maternidade pública. Psicologia Reflexão e Crítica, 19(1), 34-43.

Braga, L. C., Carvalho, L. R., & Binder, M. C. P. (2010). Condições de trabalho e transtornos mentais comuns em trabalhadores da rede básica de saúde de Botucatu (SP). Ciência & Saúde Coletiva, 15(1), 1585-1596.

Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Recuperado de: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf Acesso em 10 jan. 2015.

Brasil. Ministério da Saúde. (2012). Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde.

Carver, C. S., Scheier, M. F., & Weintraub, J. K. (1989). Assessing coping strategies: atheoretically based approach. Journal of Personality and Social Psychology, 56, 267-283.

Carver, C.S. (1997). You want to measure coping but your protocol’s too long: consider the brief COPE. International Journal of Behavioral Medicine, 4(1), 92-100.

Carver, C. S., & Connor-Smith, J. K. (2010). Personality and Coping. Annual Review of Psychology, 61, 679-704.

Carlotto, M. S. (2009). A relação profissional-cliente e a Síndrome de Burnout. Revista Encontro, 12(17), 7-20.

Carlotto, M.S., Pizzinato, A., Bones, K.R., & Oliveira-Machado, R.(2013). Prevalence and Factors Associated with Burnout Syndrome in Professionals in Basic Health Units. Ciencia y Trabajo 15(47), 67-75.

Cornelius, A., & Carlotto, M. S. (2007). Síndrome de Burnout em profissionais

de atendimento de urgência. Psicologia em Foco, 1(1), 15-27.

Cherniss C. (1980). Professional burnout in human service organizations. New York: Praeger.

David, H. M. S. L., Mauro, M. Y. C., Silva, V. G., Pinheiro, M. A. de S., & Silva, F. H. da. (2009). Organização do trabalho de enfermagem na Atenção Básica: uma questão para a saúde do trabalhador. Texto & Contexto - Enfermagem, 18(2), 206-214.

Ebling, M., & Carlotto, M. S. (2012). Burnout syndrome and associated factors among health professionals of a public hospital. Trends in Psychiatry and Psychotherapy, 34, 23-30.

Edelwich, J., & Brodsky, A. (1980). Burnout: Stages of disilusionment in the helping profession. Nueva York: Human Sciences Press.

Folkman, S. (1984). Personal control and stress and coping process: A theoretical analysis. Journal of Personality and Social Psychology, 46, 839-852.

Gil-Monte, P. R. (2011). Cuestionario para la Evaluación del Síndrome de Quemarse por el Trabajo. Manual. Madrid: TEA.

Gil-Monte, P. R. (2005). El síndrome de quemarse por el trabajo (burnout). Una enfermidad laboral en la sociedad del bienestar. Madrid: Pirâmide.

Gil-Monte, P. R., Carlotto, M. S., & Câmara, S. (2010). Validation of the Brazilian version of the “Spanish Burnout Inventory” in teachers. Revista de Saúde Pública, 44(1), 140-147.

Guido, L.de. A., Umann, J., Stekel, L.M.C., Linch, G.F. da. C., Silva, R. M., & Lopes L.F.D (2009). Estresse, coping e estado de saúde de enfermeiros de clínica médica em um hospital universitário. Ciência Cuido e Saúde, 8(4), 615-621.

Guido, L. de. A., Linch, G.F. da. C., Pithan, L. de. O., & Umann, J.(2011). Estresse, coping e estado de saúde entre enfermeiros hospitalares. Revista da Escola de Enfermagem USP,45(6), 1434- 1439.

Grunfeld E., Whelan T.J., Zitzelsberger L, Willan A.R., Montesanto B., Evans W.K. (2000). Cancer care workers in Ontario: prevalence of burnout, job stress and job satisfaction. Canadian Medical Association Journal, 163:166-9.

INCA – Instituto Nacional do Câncer (2011). http://www.inca.gov.br/ Recuperado da world wide web em 05 de abril de 2011.

Manetti, M. L. (2009). Estudo de aspectos profissionais e psicossociais no trabalho e a depressão em enfermeiros atuantes em ambiente hospitalar (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Maslach, C., & Jackson, S. E. (1981). The measurement of experienced burnout. Journal of Ocuppational Behavior, 2, 99-113.

Mirvis, D.M., Graney, M.J., Ingram, L., Tang, J., & Kilpatrick, A.O. (2006). Burnout and psychological stress among deans of colleges of medicine: a national study. J Health Hum Serv Adm, 29(1), 4-25.

Moreira, D.de.S., Magnago, R.F., Sakae, T.M., & Magajewski, F. R. L. (2009). Prevalência da síndrome de burnout em trabalhadores de enfermagem de um hospital de grande porte da Região Sul do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 25(7), 1559-1568.

Mcintyre, T. M., Mcintyre, S., & Silvério, J. (1999). Respostas de stress e recursos de coping nos enfermeiros. Análise Psicológica, 17(3), 513-527.

Monteiro, J. K., Oliveira, A. L. L., Ribeiro, C. S., Grisa, G. H., & Agostini, N. (2013). Adoecimento psíquico de trabalhadores de unidades de terapia intensiva. Psicologia: Ciência e Profissão, 33(2), 366-379.

Queiroz, D. L. de & Souza, J. K. (2012). Qualidade de vida e capacidade para o trabalho de profissionais de enfermagem. Psicólogo informação, 16, 103-126.

Ribeiro, J. P., & Rodrigues, A. (2004). Questões acerca do coping: a propósito do estudo de adaptação do brief cope. Psicologia, Saúde & Doenças, 5(1), 3-15.

Rosa, C., & Carlotto, M. S. (2005). Síndrome de burnout e satisfação no trabalho em profissionais de uma instituição hospitalar. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 8(2), 1-15.

Pinto, D., Almeida, T., & Miyazaki, M.C. (2010). A saúde e estresse ocupacional em médicos. Arquivos de Ciência da Saúde, 17(4), 201-205.

Silva, A. T. C., & Menezes, P. R.(2008). Esgotamento profissional e transtornos mentais comuns em agentes comunitários de saúde. Revista de Saúde Pública, 42(5), 921-929.

Sousa, I.F.de., Mendonça, H., Zanini, D.S., & Nazareno, E. (2009). Estresse ocupacional, coping e burnout. Estudos, 36(1-2), 57-74.

Tamayo, M. R. (1997). Relações entre a síndrome de burnout e os valores organizacionais no pessoal de enfermagem de dois hospitais públicos (Dissertação de Mestrado). Universidade de Brasília, Brasília.

Tomasi, E., Sant'Anna, G. C., Oppelt, A. M., Petrini, R. M., Pereira, I. V., & Sassi, B. T. (2007). Condições de trabalho e automedicação em profissionais da rede básica de saúde da zona urbana de Pelotas, RS. Revista Brasileira de Epidemiologia, 10(1), 66-74.

Trindade, L. de. L., & Pires, D. E. P. de. (2013). Implicações dos modelos assistenciais da atenção básica nas cargas de trabalho dos profissionais de saúde. Texto & Contexto - Enfermagem, 22(1), 36-42.

Yajaira, T. B. O. (2013). Identificación Del Burnout em profesionales de la salud y factores relacionados con este fenômeno, en Instituciones de Salud de las ciudades de Ibarra y Clinica Metropolitana (Trabalho Final de Graduação). Universidade Técnica particular de Loja, Loja.

Zamora, L.H., Castejón, E. O., & Fernández, I.A. (2004). Estar quemado (burnout) y su relación con el afrontamiento. International Journal of Clinical and Health Psychology, 4(2), 323-336.




DOI: http://dx.doi.org/10.18256/2175-5027/psico-imed.v8n1p3-13

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




ISSN 2175-5027

Licença Creative Commons

Revista de Psicologia da IMED, da IMED é licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

BASES DE DADOS E INDEXADORES

 DOAJ.jpg Periódicos CAPES
latindex.jpg
 
dialnet.png
 
REDIB
Diadorim.jpg
    SIS
circ.png