AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DE UM TALUDE RODOVIÁRIO ATRAVÉS DE DADOS PROVENIENTES DE INSTRUMENTAÇÃO GEOTÉCNICA

José Adriano Cardoso Malko, Michéle Dal Toé Casagrande, Luis Fernando Pedroso Sales, Daiane Folle, Vanessa Dilda

Resumo


O Estado de Santa Catarina sempre sofreu com desastres naturais, porém esse fato ganhou amplitude com os acontecimentos das enchentes de 2008, onde deslizamentos aconteceram em diversas regiões, causando mortes e prejuízos para toda a população. Entre todos os acontecimentos, um deles foi o escorregamento de parte do talude rodoviário do Morro do Boi no km-140 da rodovia BR-101 sentido sul. A rodovia ficou interditada nas suas três pistas de rolamento, causando problemas para quem precisava passar pelo local e prejuízos para todo o estado, pois esta é uma das mais importantes ligações da capital Florianópolis com o Vale do Itajaí e região norte do estado. É primordial que seja feito um estudo do talude rodoviário antes mesmo de sua implantação e de qualquer projeto relacionado a obras rodoviárias, a estabilidade e a segurança da rodovia é de grande importância e na maioria dos casos só é estudada depois que algum deslizamento acontece. Portanto, o objetivo principal desse estudo foi avaliar por meio de instrumentação geotécnica, a estabilidade do talude do km-140 da BR-101 no Morro do Boi localizado no município de Balneário Camboriú – SC. Para um conhecimento geotécnico da área em estudo, foram realizadas sondagens a percussão. Os dados dessas sondagens permitiram identificar uma camada de solo residual de migmatito com espessura da ordem de 3 m, representado por camadas silto-areno-argilosas. O estudo de análise da estabilidade indicou uma forte influência da posição do lençol freático no Fator de Segurança do talude, indicando que quando mais alto for o lençol freático, menor é o Fator de Segurança da encosta. Verificou-se a importância da análise da estabilidade, podendo assim entender como um talude chega a sua ruptura. Durante o monitoramento dos instrumentos, o comportamento do talude se mostrou estável, acima dos 1,50 preconizados por norma.


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DOI: https://doi.org/10.18256/2358-6508/rec-imed.v1n2p15-22

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