O impacto do suporte organizacional e do comprometimento afetivo sobre a rotatividade

Rogério dos Santos Silva, Alexandre Cappellozza, Luciano Venelli Costa

Resumo


A perda de talentos para empresas concorrentes é uma situação que pode influenciar, negativamente, a competitividade e estratégias das organizações. Assim, a retenção dos colaboradores é uma das preocupações dos gestores destes negócios como uma forma de manutenção do desempenho atual. Entretanto, sabe-se que a intenção individual de sair da organização, ou intenção de rotatividade, pode ser motivada por fatores antecedentes individuais distintos. O foco deste estudo é avaliar se as percepções individuais sobre o suporte organizacional e comprometimento dos colaboradores como inibidores da intenção de rotatividade podem estar relacionadas. Por meio de uma pesquisa quantitativa aplicada a 132 profissionais, os resultados obtidos demonstraram que percepção de suporte organizacional e o comprometimento organizacional são preditores diretos de intenção de rotatividade. As variáveis gênero, idade, tempo de trabalho e chefia não apresentaram influências significantes e, portanto, não é possível afirmar que podem ser considerados como fatores antecedentes de intenção de rotatividade. Os resultados foram discutidos à luz da literatura da área, tendo sido comparados com resultados de outros estudos empíricos.


Texto completo:

PDF

Referências


Allen, N. J., & Meyer, J. P. (1990). The measurement and antecedents of affective, continuance and normative commitment to the organization. Journal of Occupational Health Psychology, v. 63, p. 1-18.

Armstrong-Stassen, M, & Ursel, (2009). Perceived organizational support, carrer satisfaction, and the retention of older workers. Journal of Occupational and Organizational Psychology, v. 82, p. 201-220.

Aselage, J., & Eisenberger, R. (2003). Perceived organizational support and psychological contracts: a theoretical integration. Journal of Organizational Behavior, v. 24, p. 491-509, 20.

Batista, R. L. (2010). Percepção de suporte organizacional, afeto positivo, afeto negativo e resiliência: Antecedentes da confiança do empregado na organização. 144 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Aplicada)-Instituto de Psicologia, Universidade Federal de Uberlândia.

Barbosa, T. S. (2010). Os impactos do balanço emocional, otimismo e percepções de suportes sobre bem-estar no trabalho de agentes comunitários de saúde. São Bernardo do Campo, 109 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia da Saúde)-Faculdade de Psicologia e Fonoaudiologia, Universidade Metodista de São Paulo.

Bastos, A. V. B. (1993). Comprometimento organizacional: um balanço dos resultados e desafios que cercam essa tradição de pesquisa. Revista de Administração de empresas, v. 33, p. 52-64.

Bastos, A. V. B., & Borges-Andrade, J. (2002). Comprometimento com o trabalho: padrões em diferentes contextos organizacionais. Revista de Administração de Empresas, v. 42, p. 31-41.

Batista, R. L. (2010). Percepção de suporte organizacional, afeto positivo, afeto negativo e resiliência: Antecedentes da confiança do empregado na organização.Uberlândia, 144 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Aplicada)-Instituto de Psicologia, Universidade Federal de Uberlândia.

Becker, H. S. (1960). Notes on the concept of commitment. The American Journal of Sociology, 66, p. 32-40. Bisqueira, R., Sarriera, J.C.; Martinez, F. (2004). Introdução à estatística: enfoque informático com o pacote estatística SPSS. Porto Alegre: Artmed.

Blau, P. Exchange and Power. (1964). New York: John Wiley and Sons.

Brannick, J. (1999) Decreasing the staggering costs of turnover in your organization. [online] Recuperado em: http://www.brannick.com.

Carmo, G. (2009). Antecedentes da intenção de rotatividade: comprometimento organizacional e confiança do empregado na organização. Uberlândia. 143 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Aplicada)-Universidade de Uberlândia.

Diógenes, L. C. (2012). Intenção de rotatividade e percepção de suporte organizacional em um órgão Público Federal. Brasília, 58 f. Dissertação (Mestrado em Administração). Universidade de Brasília.

Domingues, A. C. G. E. (2010). Comprometimento organizacional e intenções de abandono dos agentes em geriatria. Portugal. 77 f. Dissertação (Mestrado em Economia e Gestão de Recursos Humanos). Universidade do Porto.

Einsenberger, R., Huntington, R, Hutchison, S., & Sowa, D. (1986). Perceived organizational support. Journal of applied psychology, v. 71, n. 3, p. 500-5007.

Ferreira, M. C., Freire, O. N. (2001). Carga de trabalho e rotatividade na função de frentista. Revista de Administração Contemporânea (RAC). V. 5, p. 175 – 200.

Hair, J. F., Anderson, R. E., Tatham, R.L.; & Black, W. (2005). Análise multivariada de dados. Porto alegre: Bookman.

Hausmann, N., Mueller, K., Hattrup, K., Spiess, S. O. (2013). An Investigation of the Relationships between Affective Organisational Commitment and National Differences in Positivity and Life Satisfaction. Journal Applied Psychology, v.62, p. 260-285.

Kazemipour, F., Amin, S.M., & Pourseidi, B. (2012). Relationship Between Workplace Spirituality and Organizational Citizenship Behavior Among Nurses Through Mediation of Affective Organizational Commitment. Journal of Nursing Scholarship, v.44, p. 302-310.

Kossek, E.E., Pichler, S., Bodner, T., & Hammer, L.B. (2011) Workplace social and work – family conflict: A meta – analysis clarifying the influence of general and world – family – specific supervisor and organizational support. Personnel psychology, v. 64, p. 289-313.

Lastres, H. M. M., & Albagli, S. (1999). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus.

Luo, L., Siu, O. L., & Lu, C. (2010) Does loyalty protect Chinese workers from stress? The role of affective organizational commitment in the Greater China Region. Stress and Health, v. 26, p. 161-168.

Milkovich, G. T., & Boudreau, J. W. (2000). Administração de Recursos Humanos. São Paulo: Atlas.

Mowday, R. T., Porter, L. W., Steers, R. M. (1982). Employee-organization linkages: The psychology of commitment, absenteeism, and turnover. New York: Academic Press.

Mowday, R. T.; Steers, R. M.; Porter, L. W. (1979). The measurement of organizational commitment. Journal of Vocational Behavior, v. 14, p. 224-227.

Maciel, A. P. (2010). Suporte Organizacional, Coping e Dimensões Afetivas do Bem estar subjetivo: um estudo com jovens aprendizes. 128 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia)-Universidade Católica de Góias.

Medeiros, C.A.F., & Albuquerque, L.G. (2005). Comprometimento Organizacional: um estudo de suas relações com características organizacionais e desempenho nas empresas hoteleiras. Revista de Psicologia Organizacional e do Trabalho. v. 5.

Meyer, J. P., & Allen, N. J. (1991). A three-component conceptualization of organization Commitment. Human Resource Management Review, v. 1, p. 61-89.

Nunnaly, J.C. (1975). Introductory statistics for psychology and education. New York: McGraw-Hill.

Oliveira-Castro, G. A., Pilati, R., Borges-Andrade, J. E. (1999). Percepção de suporte organizacional: desenvolvimento e validação de um questionário. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, v. 3, p. 29-51.

Paschoal, T. (2008). Bem estar no trabalho: relações com o suporte organizacional, prioridades axiológicas e oportunidades de alcance de valores pessoais no trabalho. 180 f. Tese – Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília.

Polizzi Filho, A. (2011). O impacto de bem-estar no trabalho e de capital psicológico sobre a intenção de rotatividade: um estudo com professores. São Bernardo do Campo. 133 f. Dissertação (Mestrado de Administração), Universidade Metodista.

Polizzi Filho, A., & Siqueira, M.M.M. (2012). O impacto de bem-estar no trabalho e de capital psicológico sobre a intenção de rotatividade; um estudo com professores. In: Congresso Nacional de Psicologia da Saúde, Promoção da Saúde e Doenças Crônicas: Desafios á Promoção da Saúde, 9, Aveiro, Anais Lisboa: Placebo.

Poon, J. L. (2012). Distributive Justice, Procedural Justice, Affective Commitment, and Turnover Intention: A mediation-Moderation Framework. Journal of Applied Social Psychology, v. 42.

Oliveira-Castro, G. A.; Pilati, R.; & Borges-Andrade, J. E. (1999). Percepção de suporte organizacional: desenvolvimento e validação de um questionário. Revista de Administração Contemporânea, Curitiba, v. 3, p. 29-51.

Ratnasingam, P., Spitzmueller, C., King, W., Rubino, C., Luksyte, A., Matthews, Russel, A., Fisher, G. (2012). Can on-site childcare have detrimental work outcomes? Examining the moderating roles of family supportive organization. Journal of Occupational Health Psychology, v. 17, n. 4.

Rhoades, L., & Einsenberger, R. (2002). Perceived organizational support: a review of the literature. Journal of applied Psychology, v. 87, n. 4, p. 698-714.

Sharoni, G., Tziner, A., Fein, E.C., Shultz, T., Shaul, K., & Zilberman, L. (2012) Organizational Citizenship Behavior and Turnover Intentions: Do Organizational Culture and Justice Moderate Their Relationship. Journal of Applied Psychology, v. 42, p. 267-294.

Shore, L.M., Shore, T. H. (1995). Perceived organizational support and organizational justice. in R. S. Cropanzano and K. M. Kacmar (eds.), Organizational Politics, Justice, and Support: Managing the Social Climate of the Workplace.

Siegel, S. (2006). Estatística não-paramétrica para as ciências do comportamento. Porto Alegre: Artmed.

Siqueira, M. M. M. (1995). Antecedentes de comportamento de cidadania organizacional: analise de modelo pós-cognitivo. 265 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade de Brasilia, Brasilia.

Siqueira, M. M. M., & Gomide, S.J. (2004). Vínculos do trabalhador com o trabalho e com a organização. Em: J.C. Zanelli, J.E. Borges-Andrade & A.V. B. Bastos (Orgs.) Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. P. 300-330. Porto Alegre: Artmed.

Siqueira, M.M.M. (2005). Esquema mental de reciprocidade e influências sobre afetividade no trabalho. Estudos de Psicologia, v. 10, n. 1, p. 83-93. Siqueira, M. M. M., & Padovam, V.A.R. (2008). Bases teóricas de bem-estar subjetivo, bem-estar psicológico e bem–estar no trabalho. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 24, n. 2, p. 201-209.

Souza, W., S. (2010). Análise da interdependência do capital psicológico, percepção de suporte e bem-estar no trabalho. São Bernardo do Campo. 78 f. Dissertação (Mestrado em Administração)-Universidade Metodista de São Paulo.

Steers, R.M., & Mowday, R.T. (1981). Employee turnover and post-decision accommodation processes. Research in Organizational Behavior, v.3, p. 235-281

Tabachnik, B., & Fidell, L.S. (2001). Using multivariate statistics. 3 ed. New York: Harper Collins, 2001.

Tschopp, C., Grote, G.; & Gerber, M. (2013). How career orientation shapes the job satisfaction–turnover intention link. Journal of Organizational Behavior, 4. DOI: 10.1002.

Vandenberg, R.J., & Nelson, J.B. (1999). Disaggregating the motives underlying turnover intentions: When do intentions predict turnover behaviour? Human Relations, 52, 1313–1336.

Wayne, J. H., Casper, W. J., Matthews, R.A., & Allen, T. D. (2013) Family-Supportive Organization Perceptions and Organizational Commitment: The Mediating Role of Work–Family Conflict and Enrichment and Partner Attitudes. Journal of Applied Psychology, v. 8, p. 606-622.




DOI: https://doi.org/10.18256/2237-7956/raimed.v4n3p314-329

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






Revista de Administração IMED (RAIMED)               ISSN: 2237-7956                Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA/IMED)

Faculdade Meridional – IMED – www.imed.edu.br – Rua Senador Pinheiro, 304 – Bairro Rodrigues – 99070-220 – Passo Fundo – RS – Brasil Tel.: +55 54 3045 6100

 Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.