Influência da Educação Empreendedora na Identificação de Oportunidades de Negócios

Daniel Luiz Igrejas Andrade Júnior, Camila Yano Sato

Resumo


A literatura destaca que a motivação do empreendedorismo pela identificação de uma oportunidade pode contribuir para o crescimento econômico de um país, ao contrário da motivação por necessidade, que não apresenta esse potencial. O artigo analisa a influência da educação empreendedora na identificação de oportunidades de negócios. Argumenta-se que a educação empreendedora pode contribuir para o aumento da capacitação e fornecimento de melhores competências e habilidades comportamentais, que podem influenciar indivíduos na identificação de oportunidades de negócios. Utiliza-se abordagem quantitativa, operacionalizada por meio da técnica de regressão, considerando dados em painel, controlando os efeitos fixos, em uma série de 16 anos (2002-2017) com 23 países. Os dados foram obtidos junto às bases: Global Entrepreneurship Monitor, Banco Mundial e Organização das Nações Unidas. Os resultados mostram que a educação empreendedora no nível básico está associada positivamente com a identificação de oportunidades de negócios, ao contrário da educação empreendedora no nível superior. Isso demonstra a relevância de investimentos na transmissão de valores do empreendedorismo desde os níveis iniciais do ensino, nos quais seja possível difundir habilidades e cultura empreendedora.


Palavras-chave


Educação Empreendedora, Oportunidades de Negócios, Empreendedorismo

Texto completo:

PDF

Referências


Acs, Z. (2006). How is entrepreneurship good for economic growth? Innovations: Technology, Governance, Globalization, 1(1), 97-107.

Acs, Z. J., & Audretsch, D. B. (1990). Innovation and small firms. Cambridge, MIT Press.

Ajzen, I. (1991). The theory of planned behaviour. Organizational Behaviour and Human Decision Processes, 50, 179-211.

Almeida, F. M., Valadares, J. L., & Sediyama, G. A. S. (2017). A contribuição do empreendedorismo para o crescimento econômico dos estados Brasileiros. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 6(3), 466-494.

Alvarez, S. A., & Barney, J. B. (2014). Entrepreneurial opportunities and poverty alleviation. Entrepreneurship Theory and Practice, 38(1), 159-184.

Banco Mundial (2019). World development indicators statistical tables. Recuperado em 02 fevereiro, 2019, de http://datatopics.worldbank.org/world-development-indicators/themes/economy.html

Baron, R. A. (2006). Opportunity recognition as pattern recognition: how entrepreneurs “connect the dots” to identify new business opportunities. Academy of Management Perspectives, 20(1), 1104-1119.

Barros, A. A., & Pereira, C. M. M. A. (2008). Empreendedorismo e crescimento econômico: uma análise empírica. Revista de Administração Contemporânea, 12(4), 975-993.

Baum R., J., Frese, M., Baron R. (2007). The psychology of entrepreneurship. Lawrence Erlbaum Associates.

Binks, M., Starkey, K., & Mahon, C. L. (2006). Entrepreneurship education and the business school. Technology Analysis & Strategic Management, 18(1), 1-18.

Bratu, A., Cornescu, V., & Druica, E. (2009). The role of the necessity and the opportunity entrepreneurship in economic development. Annals of Faculty of Economics, 2(1), 242-245.

Begley, T. M., Tan, W. L., & Schoch, H. (2005). Politico-economic factors associated with interest in starting a business: a multi-country study. Entrepreneurship Theory and Practice, 29(1), 35-55.

Bessant, J., & Tidd, J. (2011). Innovation and entrepreneurship. John

Wiley & Sons.

Dolabela, F. (1999). Oficina do empreendedor. São Paulo: Cultura Editores Associados.

Dolabela, F. (2003). Pedagogia empreendedora. São Paulo: Editora de Cultura.

Fontenele, R. E. S. (2010). Empreendedorismo, competitividade e crescimento econômico: evidências empíricas. Revista de Administração Contemporânea, 14(6), 1094-1112.

Global Entrepreneurship Monitor (2019a). Entrepreneurial behaviour

and attitudes. Recuperado em 02 fevereiro, 2019, de

https://www.gemconsortium.org/data/key-aps.

Global Entrepreneurship Monitor (2019b). Entrepreneurial framework conditions. Recuperado em 02 fevereiro, 2019, de https://www.gemconsortium.org/data/key-nes.

Guerrero, M., & Urbano, D. (2012). The development of an entrepreneurial university. The Journal of Technology Transfer, 37(1), 43-74.

Gujarati, D. N., & Porter, D. C. (2011). Econometria básica. AMGH.

Heinonen, J., & Poikkijoki, S. A. (2006). An entrepreneurial-directed approach to entrepreneurship education: mission impossible?. Journal of Management Development, 25(1), 80-94.

Herron, L., & Robinson Jr, R. B. (1993). A structural model of the effects of entrepreneurial characteristics on venture performance. Journal of Business Venturing, 8(3), 281-294.

Hessels, J., Van Gelderen, M., & Thurik, R. (2008). Entrepreneurial aspirations, motivations, and their drivers. Small Business Economics, 31(3), 323-339.

Henry, C., Hill, F., & Leitch, C. (2005). Entrepreneurship education and

training: can entrepreneurship be taught? Part I. Education & Training,

, 2/3, 98-111.

Hynes, B. (1996). Entrepreneurship education and training-introducing

entrepreneurship into non-business disciplines. Journal of European

Industrial Training, 20(8), 10-17.

Kannadhasan, M., Aramvalarthan, S., & Kumar, B. P. (2014).

Relationship among cognitive biases, risk perceptions and individual’s

decision to start adventure. Decision, 41(1), 87-98.

Karimi, S., Chizari, M., Biemans, H. J., & Mulder, M. (2010). Entrepreneurship education in Iranian higher education: The current state and challenges. European Journal of Scientific Research, 48(1), 35-50.

Krueger, N. (1993). The impact of prior entrepreneurial exposure on perceptions of new venture feasibility and desirability. Entrepreneurship Theory and Practice, 18(1), 5-21.

Küttim, M., Kallaste, M., Venesaar, U., & Kiis, A. (2014). Entrepreneurship education at university level and students’ entrepreneurial intentions. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 110, 658-668.

Lundström, A., & L. Stevenson. (2002). On the road to

entrepreneurship policy. Stockholm: Swedish Foundation for Small Business Research.

McMullan, W. E., & Melnyk, K. (1988). University innovation centres

and academic venture formation. R & D Management, 18(1), 5-12.

Mamede, R. R. (2005). Educação em empreendedorismo como fator de desenvolvimento econômico: uma proposta para o município de Campo Grande-MS. In: Conferencia de Investigación en Entrepreneurship en Latinoamérica. Santiago de Cali. Colômbia.

Man, T., & T. Chan (2002). The competitiveness of small and medium enterprises: a conceptualization with focus on entrepreneurial competencies. Journal of Business Venturing, 17, 123-142.

Mendes, A. R. O. (2007). Apontamentos sobre a educação para o empreendedorismo em Portugal. Revista Portuguesa de Pedagogia, 285-298.

Meyer, N., & Jongh, J. (2018). The importance of entrepreneurship as a contributing factor to economic growth and development: the case of selected European countries. Journal of Economics and Behavioral Studies, 10(4), 287-299.

Mincer, J. (1958). Investment in human capital and personal income distribution. Journal of Political Economy, 66, 281-302.

Morris, M. H., Webb, J. W., Fu, J., & Singhal, S. (2013). A competency‐based perspective on entrepreneurship education: conceptual and empirical insights. Journal of Small Business Management, 51(3), 352-369.

Mota, M. O., Sobreira, M. C., Vale, M. S., & Nogueira, L. C. C. (2017). Relações de influência de indicadores macroeconômicos na propensão ao risco de empreender. Revista de Gestão, 24(2), 159-169.

Neck, H. M., & Greene, P. G. (2011). Entrepreneurship education: known worlds and new frontiers. Journal of Small Business Management, 49(1), 55-70.

Nogami, V. K. C., Medeiros, J., & Faia, V. S. (2014). Análise da evolução da atividade empreendedora no Brasil de acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) entre os anos de 2000 e 2013. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 3(3), 31-76.

O’Connor, A. (2013). A conceptual framework for entrepreneurship

education policy: meeting government and economic purposes. Journal of Business Venturing, 28(4), 546-563.

Organização das Nações Unidas (2019). Human Development Data. Recuperado em 02 fevereiro, 2019, de http://hdr.undp.org/en/data.

Pfeifer, S., & Sarlija, N. (2010). The Relationship between Entrepreneurial Activities, National and Regional Development and Firm Efficiency – Global Entrepreneurship Monitor (GEM)-based Evidence from Croatia. The Journal of entrepreneurship, 19(1), 23-41.

Ployhart, R. E., & T. Moliterno (2011). Emergence of the Human Capital Resource: A Multilevel Model. Academy of Management Review, 36(1), 127–150.

Powers, J., & McDougall, P. (2005). University start-up formation and technology licensing with firms that go public: A resource based view of academic entrepreneurship. Journal of Business Venturing, 20(3), 291–311.

Rasmussen, E. A., & Sørheim, R. (2006). Action-based entrepreneurship education. Technovation, 26(2), 185-194.

Reynolds, P. D., S. M. Camp, W. D. Bygrave, E. Autio, & M. Hay (2002). “Global Entrepreneurship Monitor GEM 2001 Summary Report,” London Business School and Babson College.

Rocha, E. L. C. (2014). Oportunidade ou necessidade? Um estudo do impacto do empreendedorismo no desenvolvimento econômico. Revista Gestão em Análise, 3(1/2), 31-46.

Sánchez, J. C. (2013). The impact of an entrepreneurship education program on entrepreneurial competencies and intention. Journal of Small Business Management, 51(3), 447-465.

Sarfati, G. (2013). Estágios de desenvolvimento econômico e políticas públicas de empreendedorismo e de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em perspectiva comparada: os casos do Brasil, do Canadá, do Chile, da Irlanda e da Itália. Revista de Administração Pública, 47(1), 25-48.

Sebrae (2014). Micro e pequenas empresas geram 27% do PIB do Brasil. Recuperado em 02 fevereiro 2019, de http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/mt/noticias/micro-e-pequenas-empresas-geram-27-do-pib-do-brasil,ad0fc70646467410VgnVCM2000003c74010aRCRD.

Toma, S. G., Grigore, A. M., & Marinescu, P. (2014). Economic development and entrepreneurship. Procedia Economics and Finance, 8, 436-443.

Van Stel, A., Carree, M., & Thurik, R. (2005). The effect of entrepreneurial activity on national economic growth. Small Business Economics, 24(3), 311-321.

Vanevenhoven, J. (2013). Advances and challenges in entrepreneurship education. Journal of Small Business Management, 51(3), 466-470.

Wennekers, A. R. M. (2006). Entrepreneurship country level; economic and non-economic determinants. Series Research in Management, Erasmus University Rotterdam.

Wennekers, S., Van Stel, A., Thurik, R., & Reynolds, P. (2005). Nascent entrepreneurship and the level of economic development. Small Business Economics, 24(3), 293-309.

Wong, P. K., Ho, Y. P., & Autio, E. (2005). Entrepreneurship, innovation and economic growth: evidence from GEM data. Small Business Economics, 24(3), 335-350.

Wong, P. K., Ho, Y. P., & Singh, A. (2007). Towards an “entrepreneurial university” model to support knowledge-based economic development: the case of the National University of Singapore. World Development, 35(6), 941-958.

Zhang, Y., Duysters, G., & Cloodt, M. (2014). The role of entrepreneurship education as a predictor of university students’ entrepreneurial intention. International Entrepreneurship and Management Journal, 10(3), 623-641.




DOI: https://doi.org/10.18256/2237-7956.2019.v9i2.3335

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






Revista de Administração IMED (RAIMED)               ISSN: 2237-7956                Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA/IMED)

Faculdade Meridional – IMED – www.imed.edu.br – Rua Senador Pinheiro, 304 – Bairro Rodrigues – 99070-220 – Passo Fundo – RS – Brasil Tel.: +55 54 3045 6100

Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.