Fatores que Contribuem para a Retenção de Profissionais das Gerações X e Y nas Organizações: Análise Comparativa entre Acadêmicos do Curso de Administração

Jonatas Guilherme da Silva Martins, Maria Cristina Bohnenberger, Cristiane Froehlich

Resumo


As características e as particularidades presentes nos indivíduos que compõe cada um dos grupos geracionais têm sido discutidas tanto no contexto acadêmico quanto no empírico. No ambiente de trabalho pode-se perceber que alguns valores possuem maior relevância para uma geração do que para a outra. Neste sentido, o objetivo central deste estudo consiste em identificar os fatores que contribuem para a retenção de profissionais das gerações X e Y nas organizações. O estudo analisa cinco fatores relacionados com a retenção de pessoas: a rotina de trabalho, a interação pessoal, o desenvolvimento profissional, os benefícios econômicos e a responsabilidade social. A pesquisa classifica-se como descritiva e quantitativa. Os dados foram coletados por meio de um levantamento realizado com um grupo de alunos concluintes do curso de administração em uma universidade situada na região metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Os resultados obtidos mostram que as principais diferenças se encontram nos fatores de desenvolvimento profissional e interação pessoal, que são mais valorizados pela geração Y do que pela geração X.


Palavras-chave


Geração Y, Geração X, Retenção de Talentos

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Abreu, Y. I. F., Menergon, L. F., & Miyazaki, M. (2003). O Comprometimento e seu uso instrumento de controle e de retenção de talentos: Uma leitura crítica. XXVII EnAnpad, Atibaia, SP.

Azevedo, R. (2015). O que os brasileiros da geração Y querem da vida? Exame.com. Recuperado em 20 janeiro, 2016, de http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/o-que-os-brasileiros-da-geracao-y-querem-da-vida.

Barreto, L. M. T. da S., Silva, M. P. da, Fischer, A. L., Dutra, J. S., Veloso, E. F. R., & Amorim, W. A. C. de. (2010). Gestão de Pessoas: Projetando Desafios e Tendências para 2015. VI EnEO 2010, Florianópolis, SC.

Berthon, P., Ewing, M., & Han, L. L. (2005). Captivating company: Dimensions of attractiveness in employer branding. International Journal of Adverstising, 24(2), 151-172.

Branco, V. F. C. (2013). A gestão da geração Y nas organizações. Rio de Janeiro: Qualitymark.

Byham, W. C., Smith, A. B., & Paese, M. J. (2003). Formando Líderes: Como Identificar, desenvolver e reter talentos de liderança. São Paulo: Prentice Hall.

Carrara, T. M. P., Nunes, S. C., & Sarsur, A. M. (2013). Retenção de Talentos de Diversas Gerações em um mesmo contexto organizacional. IV Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, Brasília, DF.

Cavazotte, F. de S. C. N., Lemos, A. H. da C., & Viana, M. D. de A. (2012). Novas Gerações no mercado de trabalho: Expectativas renovadas ou antigos ideais?. FGV Cadernos Ebape, 10(1), 1-19.

Chowdhury, S. (2003). Administração no Século XXI: o modo de gerenciar hoje e no futuro. São Paulo: Pearson do Brasil.

Cordeiro, H. T. D., & Alburquerque, L. G. (2013). Perfis de Carreira da Geração Y. XXXVII EnANPAD, Rio de Janeiro, RJ.

Erickson, T. (2011). E agora, Geração X? Como se manter no auge profissional e exercer a liderança plena numa época de intensa transformação. Rio de Janeiro: Elsevier.

Falaster, C. D., Ferreira, M. A. S. P. V., & Reis, C. (2014). Atributos que atraem a Geração Y na escolha do emprego ideal: Uma análise a partir da perspectiva de estudantes veteranos. XXXVIII EnANPAD, Rio de Janeiro, RJ.

Fischer, A. L., & Albuquerque, L. (2010). Tendências que orientam as decisões dos formadores de opinião em gestão de pessoas no Brasil. XXXIV EnANPAD, Rio de Janeiro, RJ.

Freitag, B. B., & Fischer, A. L. (2013). Programas Formais de Gestão de Talentos no Brasil: Uma realidade? IV Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, Brasília, DF.

Gabriel, L. D. Da S., Silva, D. Da, & Moretti, S. L. do A. (2014) O mito da Geração Y: evidências a partir das relações de causalidade entre idade, difusão e adoção de tecnologia de estudantes universitários do Estado de São Paulo. Futures Studies Research Journal, 6(1), 32-52.

Ladeira, L. B. C. N., Costa, D. V. F., & Costa, M. P. C. (2013). Gerações X e Y e o impacto no ambiente de trabalho. IX Congresso Nacional de Excelência em Gestão, Rio de Janeiro, RJ.

Lancaster, L. C., & Stillman, D. (2011). O Y da questão: como a Geração Y está transformando o mercado de trabalho. São Paulo: Saraiva.

Leite, N. R. P., & Albuquerque, L. (2015). Gestão Estratégica de Pessoas e Comprometimento Organizacional em Estruturas Remotas da Votorantim Metais. XXXIX EnANPAD, Belo Horizonte, MG.

Lemos, A.H.C., Mello, G. R., & Guimarães, M.F. (2013). Gerações Produtivas e carreiras: o que as mulheres da Geração Y querem? Revista Administração UFSM, 6(3), 135-152.

Lipkin, N., & Perrymore, A. (2010). A geração y no trabalho: como lidar com a força de trabalho que influenciará definitivamente a cultura da sua empresa. Rio de Janeiro: Elsevier.

Malhotra, N. (2006). Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Porto Alegre: Bookman.

PUC–SP. Entendendo gerações. (2015). Recuperado em 23 novembro, 2015, de http://www.pucsp.br/estagios/entendendo-geracoes-veteranos-boomers-x-e-y.

Oliveira, S. (2011). Geração Y: ser potencial ou ser talento? Faça por merecer. São Paulo: Integrare.

Oliveira, S. (2009) Geração Y: Era das Conexões, tempo de Relacionamentos. São Paulo: Clube de Autores.

Oliveira, S. R. de, Piccinini, V. C., & Bitencourt, B. M. (2011). Juventudes, Gerações e Trabalho: (re) situando a discussão sobre a Geração Y no Brasil. III Encontro de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho, João Pessoa, PB.

Oliveira, S. R. de, Piccinini, V. C., & Bitencourt, B. M. (2012). Juventudes, Gerações e Trabalho: é possível falar em Geração Y no Brasil? Organização e Sociedade, 19(62), 551-558.

Parry, E., & Urwin, Peter. (2011). Generational Differences in Work Values: A Revie of Theory and Evidence. International Journal of Management Review, 13(1), 79-996.

Perrone, C.M., Engelmann, S., Santos, A. S., & Sobrosa, G. M. R. (2013). A percepção das organizações pela Geração Y. Revista Administração UFSM, 6(3), 546-560.

Robbins, S. P., Judge, T. A., & Sobral, F. (2005). Comportamento Organizacional. São Paulo: Pearson Prentice Hall.

Rocha-de-Oliveira, S., Piccinini, V. C., & Bitencourt, B. M. (2012). Juventudes, gerações e trabalho: é possível falar em geração Y no Brasil? Organizações e Sociedade, 19(62).

Sendin, T. (2011). O novo plano de Carreira. Revista Você RH. Recuperado em 20 janeiro, 2016, de http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/15/noticias/o-novo-plano-de-carreira.

Veloso, E., Dutra, J., & Nakata, L. (2008). Percepção sobre carreiras inteligentes: diferenças entre as gerações Y, X e baby boomers. XXXII EnAnpad, Rio de Janeiro, RJ.

Vergara, S. C. (2009). Projetos e relatórios de pesquisa em administração (9a ed.). São Paulo: Atlas.




DOI: https://doi.org/10.18256/2237-7956.2018.v8i1.2056

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






Revista de Administração IMED (RAIMED)               ISSN: 2237-7956                Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA/IMED)

Faculdade Meridional – IMED – www.imed.edu.br – Rua Senador Pinheiro, 304 – Bairro Rodrigues – 99070-220 – Passo Fundo – RS – Brasil Tel.: +55 54 3045 6100

 Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.