Celebridade, Empreendedora e Estética: Representações das Feminidades na Revista Exame

Renata Monteiro Martins, Vitória Rezende Lopes, Ingrid Souza de Oliveira, Cíntia Rodrigues de Oliveira Medeiros

Resumo


Nosso objetivo é analisar as representações veiculadas na mídia sobre as mulheres no mercado de trabalho, sob a perspectiva do pós-feminismo. Para isso, realizamos uma pesquisa documental na versão eletrônica da Revista Exame, utilizando o método de análise semiótica, conforme proposto por Peirce (2008). Os resultados apontam que, nas representações da revista analisada, as mulheres ocupam diferentes posições dentro das organizações, sendo aquelas bem-sucedidas representadas por mulheres brancas, de classe alta e que, ainda, são vistas como modelos a serem seguidos por aquelas que desempenham funções subalternas. Os resultados apontam ainda que, apesar de encontrar mulheres que conquistaram cargos de alto escalão, a maioria delas lida com a discriminação de gênero e a dupla jornada de trabalho.


Palavras-chave


representações sociais; gênero; subjetividades; feminidades; pós-feminismo

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Adams, R. (2016, 1 de março). Homens são considerados bons chefes; mulheres têm de provar. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/homens-sao-considerados-bons-chefes-mulheres-tem-de-provar.

Adorno, T. W. (1975). A indústria cultural. In G. Cohn (Org). Comunicação e indústria cultural: leituras de análise dos meios de comunicação na sociedade contemporânea e das manifestações da opinião pública, propaganda e cultura de massa nessa sociedade. São Paulo: Nacional.

Agência Brasil. (2016, 8 de março). Mulheres buscam autonomia por meio do empreendedorismo. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/pme/noticias/mulheres-buscam-autonomia-por-meio-do-empreendedorismo.

Alexander-Floyd, N. G. (2012). Disappearing Acts: reclaiming intersectionality in the social sciences in a post-black feminist era. Feminist Formations, 24(1), 1-25.

Alexandre, M. (2001). O papel da mídia na difusão das representações sociais. Comum, 6(17), 111-125.

Alvesson, M. (1998). Gender relations and identity at work: a case study of masculinities and femininities in an advertising agency. Human Relations, 51(8), 969-1005.

Alvesson, M., & Deetz, S. (2006). Critical theory and postmodernism approaches to organizational studies. In Clegg, S. R., Hardy, C., Lawrence, T., & Nord, W. 2a ed. The Sage handbook of organization studies, (Cap. 1.7, 255-277).

Baxandall, R., & Gordon, L. (2005). Second-wave Feminism. In: Hewitt, N. A. A companion to American women’s history, (Cap. 24, 414-432).

Cappelle, M. C. A., Cramer, L., & Neto, A. P. (2001). Relações de gênero na polícia: a construção das representações sociais do masculino e do feminino em uma organização militar. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Administração, Campinas, SP, 25.

Cappelle, M. C. A., Mageste, G. S., Melo, M. C. O. L., & Brito, M. J. M. (2003). A representação feminina na mídia de negócios: um estudo com duas revistas populares especializadas em gestão. Anais do Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Administração, Atibaia, SP, 27.

Carrieri, A. de P. (2001). O fim do “mundo telemig”: a transformação das significações culturais em uma empresa de telecomunicações. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil.

Cavedon, N. R. (2003). Antropologia para administradores. Porto Alegre: Editora da UFRGS.

Corrêa, A. M. H. et al. (2007). Soldadinhos-de-Chumbo e Bonecas: Representações Sociais do Masculino e Feminino em Jornais de Empresas. Revista de Administração Contemporânea, 11(2), 191-211.

Cramer, L., P. N., A. de, & Silva, A. L. (2002). A inserção do feminino no universo masculino: representações da educação superior. Organizações & Sociedade, 9(24), 25-37.

Deal, T., & Kennedy, A. (1982). Corporate Culture: the Rites and Rituals of Corporate Life. Massachusets: Addison-Wesley.

Dearo, G. (2015, 1 de setembro). Mulheres debatem feminismo e igualdade no trabalho. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/mulheres-debatem-feminismo-e-igualdade-no-trabalho.

Doneda, P. (2015, 16 de outubro). Por que as empresas devem investir no empoderamento feminino. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/por-que-a-empresa-em-que-voce-trabalha-deve-investir-no-empo.

EFE. (2016, 8 de março). Comissão Europeia lembra divergências salariais de gênero. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016 de http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/comissao-europeia-lembra-divergencias-salariais-de-genero.

EFE. (2015, 29 de outubro). Juíza de 80 anos se transforma em ícone pop nos EUA. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/juiza-de-80-anos-se-transforma-em-icone-pop-nos-eua.

Fleury, M.T.L. (1996). O desvendar a cultura de uma organização: uma discussão metodológica. In Fleury, M.T.L., Fischer, R.M. (coord.) Cultura e poder nas organizações. 2.ed. São Paulo: Atlas.

Gasparini, C. (2016, 30 de janeiro). Mulher que ganha mais se sente menos saudável, diz estudo. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/mulher-que-ganha-mais-se-sente-menos-saudavel-diz-estudo.

Genz, S. (2006). Third Way/ve: the politics of postfeminism. Feminist Theory, 7(3), 333-353.

Gill, R. (2007). Postfeminist media culture: elements of a sensibility. European Journal of Cultural Studies, 10(2), 147-166.

Gill, R. (2014). Unspeakable inequalities: post feminism, entrepreneurial subjectivity, and the repudiation of sexism among cultural workers. Social Politics, 21(4), 509-528.

Greenfield, R. (2015, 28 de outubro). Mulheres sofrem discriminação por idade antes que homens. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/mulheres-sofrem-discriminacao-por-idade-antes-que-homens.

Guareschi, P. (1998) Comunicação & poder: A presença e o papel dos meios de comunicação de massa estrangeiros na América Latina. 11a ed. Petrópolis: Vozes.

Hymowitz, C., Kochodin, B., & Ruhle, S. (2016, 8 de março). Investidores ativistas não indicam mulheres para conselhos. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/investidores-ativistas-nao-indicam-mulheres-para-conselhos.

IVC. Instituto Verificador de Circulação. (2016). [online]. Recuperado em: 25 junho, 2016 de http://ivcbrasil.org.br/auditorias/aPublicacoesAuditadasRevista.asp.

Jodelet, D. (1989). Folie et représentations sociales. Paris: PUF.

Jodelet, D. (2002). Representações sociais: um domínio em expansão. In: Jodelet, D. (Org.). As Representações sociais. Rio de Janeiro: Eduerj.

Jovchelovitch, S. (1995). Vivendo a vida com os outros: intersubjetividade, espaço público e representações sociais. In Guareschi, P., & Jovchelovitch, S. (orgs). Textos em representações sociais. 2nd ed. Petrópolis: Vozes.

Kitroeff, N. (2015, 11 de novembro). Mulheres são competitivas o suficiente para ter bom salário?. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/mulheres-sao-competitivas-o-suficiente-para-ter-bom-salario.

Laurentis, T. (1987). Technologies of gender, essays on theory, film and fiction. Bloomington: University Press.

Lewis, P. (2014). Postfeminism, femininities and organization studies: exploring a new agenda. Organization Studies, 35(12), 1845-1866.

Macedo, A. G. (2006). Pós-feminismo. Revista Estudos Feministas, 14(3), 813-817.

Magarey, S. (1996). History, cultural studies, and another look at First-Wave Feminism in Australia. Australian Historical Studies, 106, 96-110.

Magarey, S. (2001). Passions of the first wave feminists. Sidney: U. of New South Wales Press.

Mann, S. A., & Huffman, D. J. (2005). The decentering of Second Wave Feminism and the rise of the Third Wave. Science & Society, 69(1), 56-91.

Medeiros, C. R., Borges, J. F., & Miranda, R. (2010). Estereótipos de gênero e carreira executiva na literatura gerencialista. GESTÃO.Org, 8(1), 81-97.

Meyer, D. E. E. (1998). A dúvida como postura intelectual: uma abordagem pós-estruturalista dos estudos de gênero na enfermagem. Nursing Edição Brasileira, 1(1), 27-34.

Minayo, M. C. S. de (1995). O conceito de representações sociais dentro da sociologia clássica. In Guareschi, P., & Jovchelovitch, S. (Orgs). Textos em representações sociais. 2nd ed. Petrópolis: Vozes.

Morgan, G. (1996). Imagens da organização. São Paulo: Atlas.

Moscovici, S. (1978). A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Moscovici, S. (1994). Prefácio. In: Guareschi, P., & Jovchelovitch, S. (org.). Textos em representações sociais. Petrópolis: Vozes.

Moscovici, S. (2003). Representação social: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes.

Neumann, D. M. (1998). Jornalismo econômico na imprensa feminina. Anais do Congresso Brasileiro da Comunicação, Recife, PE, Brasil, 21.

Nunes, A. M. (2001). Uma história mal contada: a imagem da mulher nas populares. Anais do Congresso Brasileiro da Comunicação, Campo Grande, MS, Brasil, 24.

Oliveira, A. C. (2015, 2 de julho). Muito blá-blá-blá. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/revista-voce-rh/edicoes/38/noticias/muito-bla-bla-bla.

Paechter, C. (2006). Masculine femininities/femininine masculinities: power, identities and gender. Gender and Education, 18 (3), p. 253-263.

Pati, C. (2016, 8 de março). Mulheres superam homens em 11 de 12 habilidades emocionais. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/mulheres-superam-homens-em-11-de-12-habilidades-emocionais.

Peirce, C. S. (2008). Semiótica. 4 ed. São Paulo: Perspectiva.

Ribeiro, M. (2006). O feminismo em novas rotas e visões. Estudos feministas, 14(3), 801-811.

Ross, D. N. (2000). Does corporate culture contribute to performance? American International College Journal of Business, 4.

Russo, C. (2016, 4 de maio). Empresas com mulheres no conselho têm desempenho melhor. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ter-mulheres-no-conselho-melhora-desempenho-de-empresas.

Silva, M. L. (1998). Playboy / Claudia: os universos discursivos e a construção e imagens de homens e mulheres. Anais do Congresso Brasileiro da Comunicação, Recife, PE, Brasil, 21.

Spink, M.J. (1993). O estudo empírico das representações sociais. In: Spink, M. J. O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense.

Stefano, F. (2015, 17 de junho). Cotas para mulheres?. Exame. Recuperado em 26 de junho de 2016, de http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1091/noticias/cotas-para-mulheres.

Swain, T, N. (2001). Feminismo e recortes do tempo presente: mulheres em revistas “femininas”. São Paulo em Perspectiva, 15 (3).

Thompson, J. (1995). Ideologia e cultura moderna: Teoria social e crítica na era dos meios de comunicação de massa. 4a ed. Petrópolis: Vozes.

Wright, C. (1973). Comunicação de massa: uma perspectiva sociológica. 2a ed. Rio de Janeiro: Bloch.




DOI: https://doi.org/10.18256/2237-7956/raimed.v7n1p70-92

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






Revista de Administração IMED (RAIMED)               ISSN: 2237-7956                Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA/IMED)

Faculdade Meridional – IMED – www.imed.edu.br – Rua Senador Pinheiro, 304 – Bairro Rodrigues – 99070-220 – Passo Fundo – RS – Brasil Tel.: +55 54 3045 6100

 Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.