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Fatores que influenciam a escolha do curso superior: a região do Paranhana/RS em questão

Factors influencing choice of higher education: the region of Paranhana/RS in question

Jacques André Grings(1); Naira Kaieski(2); Carlos Fernando Jung(3)

1 Faculdades Integradas de Taquara – FACCAT, Taquara, RS, Brasil.
E-mail: jacques.grings@gmail.com | ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1673-4298

2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-grandense, Sapiranga, RS, Brasil.
E-mail: naira.kaieski@gmail.com | ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5468-3845

3 Faculdades Integradas de Taquara – FACCAT, Taquara, RS, Brasil.
E-mail: carlosfernandojung@gmail.com | ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6317-8338

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve por objetivo investigar e analisar os fatores que influenciam os jovens concluintes do Ensino Médio da região do Paranhana/RS na escolha profissional e do curso de graduação. Participaram do estudo 1.328 alunos, de ambos os sexos (55% feminino e 45% masculino), com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, sendo que 177 (13%) estudavam em escolas particulares e 1.151 (87%) em escolas públicas. Os resultados obtidos evidenciaram que os jovens não estão preocupados somente com o mercado de trabalho, mas também com a realização pessoal. Na literatura, vários estudos afirmam que o adolescente sofre com o sentimento de indecisão e que a família é que exerce maior influência nas escolhas do jovem. No entanto, a pesquisa mostrou que maioria dos alunos pesquisados já realizou a escolha profissional e a família não é um fator decisivo, mas sim a realização pessoal.

Palavras-chave: Escolha profissional. Ensino Médio. Influência familiar. Mercado de trabalho.

Abstract

This paper presents the results of a research that had the objective of investigating and analyzing the factors that influence the high school graduates of the Paranhana / RS region in the professional and undergraduate courses. A total of 1,328 male and female students (55% female and 45% male), aged between 15 and 20 years old, participated in the study. Of these, 177 (13%) studied in private schools and 1,151 (87%) in schools public policies. The results showed that young people are not only concerned with the labor market, but also with personal fulfillment. In the literature, several studies state that the adolescent suffers from the feeling of indecision and that the family has the greatest influence on the young person’s choices. However, research has shown that most of the students surveyed have already made the professional choice and the family is not a deciding factor, but rather the personal achievement.

Keywords: Career choice. Secondary school. Family influence. Job market.

1 Introdução

As pressões mercadológicas da sociedade iniciam muito cedo. Quem, quando criança, nunca escutou alguém inquirir: “O que você vai ser quando crescer?”. Essa metáfora vem sendo utilizada ao longo do tempo e é comum no meio familiar, visto que “nossos pais ficam imaginando como será o nosso futuro desde que nos veem pela primeira vez, quais sonhos poderemos realizar e que filhos deveremos ser” (SOARES, 1998, p. 10). Nesse ínterim, para que esses sonhos, e tantos outros, se tornem passíveis de serem realizados, entende-se que a escola deva ser capaz de contemplar o jovem com uma formação tal que o prepare não somente para o mercado de trabalho e para o ingresso no Ensino Superior, como sempre foi feito, mas também para a vida de forma ampla (MASSCHELEIN; SIMONS, 2013).

Ademais, é durante o período escolar que o jovem vai se descobrindo, vai traçando sonhos pessoais, enfim, vai imaginando como será seu futuro, o que será na vida. A escola poderia estimular esse processo de interiorização pessoal do jovem, porém não aborda em aula questões relacionadas com a personalidade do jovem como: O que ele é? O que ele quer? Do que gosta? Trata-se apenas do currículo, do que é aceito socialmente, do que será cobrado no vestibular (SOARES, 1987). Dessa forma, “o foco no currículo escolar não permite, de modo algum, uma conexão real com o mundo, tal como este é experimentado pelos alunos” (MASSCHELEIN; SIMONS, 2013, p. 8).

É importante lembrar que a adolescência traz consigo os desafios do processo de transição para a vida adulta, no qual afloram as angústias e incertezas inerentes ao momento que o jovem vive, já que o fantasioso deverá dar lugar ao real. É nesse contexto que o indivíduo constrói sua identidade ocupacional e precisa definir qual carreira irá seguir (LISBOA, 1997). Dias e Soares (2009), por sua vez, afirmam que as constantes mudanças no mundo do trabalho, somadas a um aumento expressivo da oferta de cursos de nível superior no Brasil, podem contribuir para tornar a escolha profissional um desafio ainda maior.

Em tais condições, há de se considerar que praticamente toda tomada de decisão apresenta riscos de fracasso e que o jovem terá que lidar com a ambiguidade (LEVENFUS, 1997). Também passa a ser natural que, em alguns casos, venha a se arrepender das escolhas. A opção por uma formação que não atenda às expectativas pessoais pode levar o jovem a trocar de curso ou até mesmo conduzi-lo à evasão. Nesse contexto de incertezas, dificilmente os jovens seguem as carreiras escolhidas no colegial ou na universidade e ficam testando alternativas sucessivas na tentativa de encontrar um lugar no mercado do trabalho (SUPER; JUNIOR, 1975).

Enfim, são decisões a serem tomadas, observando-se que grande parte das pessoas não se sente à vontade para fazer escolhas complexas. Essas definições apresentam grandes riscos, complexas considerações e expõem à apreciação de outras pessoas (HAMMOND; KEENEY; RAIFFA, 1999). O próprio ato da escolha, de ter que optar por alguma coisa em detrimento de outra, passa a sensação de perda pelo fato de que várias opções tiveram que ser deixadas de lado. No entanto, a perda é aqui vista apenas no sentido figurado, pois, na verdade, o correto sentido é o de transformação, de mudança, de passagem para uma nova fase da vida (GIMENEZ, 2009).

Cabe reiterar, dessa forma, o mérito social e individual que o próprio trabalho representa na vida do indivíduo, tanto no que se refere a sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade quanto a sua (in)-satisfação em exercer uma profissão que provavelmente irá acompanhá-lo por boa parte da vida. Assim, com o artigo, apresentam-se os procedimentos e resultados da pesquisa que buscou investigar e analisar os principais fatores que influenciam o adolescente concluinte do Ensino Médio da região do Paranhana/RS na escolha profissional e do Curso Superior que pretende frequentar.

2 Referencial teórico

A transição da adolescência para a maior idade pode ser vista como um dos processos mais complexos para o indivíduo devido a mudanças pelas quais ele terá que passar. Essas mudanças geram inseguranças e instabilidades típicas dessa nova fase. As transformações pelas quais o ser humano terá que passar podem ser tanto de ordem biológica – corporais – quanto de âmbito social. As mudanças sociais estão relacionadas com novas posturas do indivíduo, uma vez que ele terá que apresentar um comportamento adulto e assumir responsabilidades. É nesse período permeado por indefinições que o adolescente se depara com a necessidade de se inserir no mercado de trabalho e escolher a futura profissão (LISBOA, 1997).

A escolha profissional não pode ser vista simplesmente como um ato normal, algo corriqueiro. Ela implica escolher uma carreira em detrimento de outra, e isso, em algum momento da existência, pode gerar frustração, já que o indivíduo poderá vir a se perguntar por que não escolheu outra atividade. “Portanto, quem escolhe não está escolhendo ‘com o que’ trabalhar, está definindo ‘para quê’ fazê-lo, está pensando num sentido para a sua vida, está escolhendo um ‘como’, delimitando um ‘quando’ e ‘onde’, isto é, está escolhendo inserir-se numa área específica da realidade ocupacional” (BOHOSLAVSKY, 1998, p. 56).

Dessa forma, tomar uma decisão tão importante em uma idade em que o adolescente ainda está se descobrindo pode não ser uma tarefa muito simples, pois terá que decidir se irá cursar o Ensino Superior ou ingressar diretamente no mercado de trabalho, em qual instituição irá estudar e qual curso escolherá. São decisões complexas, típicas do sentimento dúbio causadas pelo processo de decisão, que podem ser comparadas a “[...] um rio caudaloso que recebe de seus numerosos tributários as premissas que passam a integrar a torrente” (SIMON, 1970, p. 14). Deverá também se perguntar se existe mercado de trabalho para a profissão que escolheu e se terá o apoio parental, caso fracasse em suas escolhas.

Nessa mesma perspectiva, é necessário também considerar que o jovem está saindo da casa dos pais cada vez mais tarde. Esse fato, possivelmente, possa ser percebido no mundo todo, não somente no Brasil. É o que Levenfus (1997) define como adolescência prolongada. Esse fenômeno, conforme entendimento da autora, pode ser entendido como um processo patológico, que, em vez de deixar a adolescência para trás, acaba sendo transformado em um modo de vida. A adolescência prolongada dessa maneira acaba atrasando o desenvolvimento natural do jovem e pode não contribuir para o seu amadurecimento vocacional.

O adolescente é visto como um sujeito em crise a partir do momento em que desestrutura e reestrutura o seu mundo interior e suas relações com o exterior. A capacidade do jovem de lidar com essa crise bem como os mecanismos que usará para superá-la poderão refletir nas formas de relação com esses dois mundos (BOHOSLAVSKY, 1998). Considerando as dificuldades que os adolescentes enfrentam nesse momento de transição para a vida adulta, no qual precisam tomar importantes decisões a respeito de sua vida profissional, somadas ao grande número de alunos que não concluem ou que trocam de curso superior, pode-se inferir que uma parcela deles tenha percebido, tardiamente, que o curso de graduação no qual se matriculou não atendeu às suas expectativas.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2016) relativos ao ano de 2015 podem estar corroborando essa hipótese, visto que apontaram um acréscimo exponencial na taxa de desistência nos cursos de Ensino Superior no Brasil. Em 2010, 11,4% dos alunos abandonaram os cursos em que estavam matriculados, já em 2014, esse número passou para 49%. Cabe aqui ressaltar que a evasão escolar não é assumida como responsabilidade do processo de ensino-aprendizagem por muitas universidades, e geralmente o ônus é atribuído aos alunos (BARDAGI et al., 2006). Torna-se também pertinente considerar que o próprio receio de escolher o curso de forma equivocada pode estar respaldado na convivência com os seus pares que já ingressaram na universidade e, por um motivo ou outro, a abandonaram (UVALDO; SILVA, 2010).

Alguns autores têm dedicado esforços em estudar os principais fatores que contribuem para a indecisão vocacional (BOHOSLAVSKY, 1998; LUCCHIARI, 1993; SOARES, 1997, 2000, 2007). Mesmo que ainda não exista um modelo de intervenção apropriado e unânime, torna-se possível apresentar dois tipos de indecisão vocacional. Enquanto o primeiro revela uma indecisão caracterizada pela dificuldade com relação ao próprio processo de exploração vocacional, o segundo geralmente está associado a uma indecisão generalizada, na qual o sujeito apresenta dificuldades em todos os domínios de vida e não somente no sentido vocacional (SANTOS, 2000).

A escolha profissional ocorre em um momento da adolescência em que o jovem precisa abrir mão de projetos antigos e das escolhas fantasiosas para enfrentar a realidade (LEVENFUS, 1997). A partir dessa constatação, a maturidade para a escolha da profissão pode compreender duas dimensões: atitudes e conhecimentos. A atitude é formada por três subdimensões. A primeira dessas subdimensões é a determinação, que aponta o quanto o jovem está seguro e determinado em relação à escolha profissional. Já a responsabilidade, que se apresenta como a segunda subdimensão, diz respeito a quanto o jovem se preocupa com a escolha da profissão. Por fim, a terceira subdimensão é a independência, a qual reflete o quanto o jovem decide por si só, sem interferências externas. Já no que tange à segunda dimensão, a de conhecimento, apresentam-se outras duas subdimensões, que são o autoconhecimento, o qual reflete o quanto o jovem conhece de si próprio, aqui citando Lisboa (1997), “o que sou”, e o conhecimento da realidade educativa e socioprofissional (NEIVA, 2003).

Esse momento de escolher a profissão ocorre em um período crucial para o adolescente. Existe um sentimento de urgência, visto que o vestibular ocorre justamente quando o discente está concluindo o Ensino Médio e ele poderá perder a oportunidade de ingressar no Ensino Superior no semestre conseguinte. Isso pode provocar no adolescente um sentimento perverso porque, se não tiver ainda feito a escolha profissional, existirá a possibilidade de ser mal visto pelos amigos e pela própria família (SOARES, 1987).

O ingresso no mundo adulto pode ser entendido como um período caracterizado por turbulências e inseguranças, percebendo-se, no adolescente, a incapacidade de escolher o seu futuro profissional. Diante desse quadro, fica a seguinte pergunta: “É possível fazer uma escolha consciente, se o jovem ainda não se conhece?” As escolhas profissionais acabam sendo momentâneas e passageiras porque não são considerados aspectos do mundo social e profissional (GRECA, 1998).

Destaca-se que, ao ingressar no Ensino Superior, o adolescente se vê em um novo mundo, em uma nova realidade, sente-se sozinho e abandonado, muito diferente de quando cursava o Ensino Médio. Nesse novo processo de adaptação social com que o adolescente se depara, falta-lhe apoio pessoal, o que acaba refletindo, de maneira negativa, no seu rendimento escolar (HOIRISCH; BARROS; SOUZA, 1993). As escolas de Ensino Médio poderiam tentar auxiliar o aluno nesse momento de transição para o Ensino Superior, porém o que se verifica, na realidade, é uma tentativa de se eximir da responsabilidade em relação à escolha profissional, direcionando essa tarefa à própria família do discente. Essa questão poderia ser resolvida, se as escolas de Ensino Médio inserissem em suas grades curriculares o trabalho de orientação profissional (OLIVEIRA, 2000).

A dicotomia entre o que a universidade oferta e o mercado de trabalho demanda, por vezes, gera uma visão distante da realidade, que comumente pode provocar a evasão dos alunos de alguns cursos universitários ou a busca em massa de outras opções de formação. Assim sendo, o sistema de orientação profissional poderia ocupar lugar de destaque no meio acadêmico, auxiliando o adolescente a efetuar suas escolhas de maneira consciente. No entanto, não é o que geralmente ocorre, visto que a orientação profissional ainda nem faz parte das grades curriculares da maioria das escolas brasileiras.

3 Procedimentos metodológicos

3.1 Cenário

O estudo foi realizado na região do Paranhana/RS (ver Figura 1), formada pelos municípios de Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho. Em seus seis municípios, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), a região possuía 185.475 habitantes, apresentando um aumento de 10% em comparação com o censo de 2000.

Figura 1. Mapa da região do Paranhana/RS

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Fonte: Skyscrapercity (2016).

A região do Paranhana é uma microrregião do Estado do Rio Grande do Sul (RS) e se distribui ao longo das rodovias RS 239 e RS 115, demandando a região das Hortênsias e o Litoral Norte. Inicialmente, essa região foi povoada por indígenas de etnia Guarani, que acabaram sendo sucedidos por colonos lusos no município de Taquara, observando-se que, a posteriori, foram suplantados por povos germânicos. Com a colônia estabelecida, a região ainda recebeu imigrantes italianos e da Europa Central, configurando, assim, uma população dedicada à agricultura e à produção de instrumentos agrícolas (COREDEPES, 2010). A região do Paranhana caracteriza-se, no aspecto econômico, por pequenas, médias e grandes indústrias, com destaque para as de calçados, produtos alimentícios, móveis, metal, madeira e têxteis (FEE, 2010).

3.2 Participantes

O estudo contou com a participação de todos os alunos da região do Paranhana/RS que cursavam o último ano do Ensino Médio em 2016, com idades compreendidas entre 15 e 20 anos. Dos 1.328 alunos, 734 eram do sexo masculino (55%) e 594 do sexo feminino (45%). Na região, existem 18 escolas de Ensino Médio, sendo uma municipal, 3 particulares e 14 estaduais. A Figura 2 apresenta o número de alunos atingidos pela pesquisa, categorizados pela definição da escola – pública (estadual ou municipal) ou particular –, permitindo melhor compreender e contextualizar o cenário da realidade escolar da região no qual os estudantes estão inseridos.

Figura 2. Gênero por definição de escola

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Fonte: Elaborado pelos autores.

3.3 Instrumentos

Primeiramente, o projeto foi encaminhado para a Comissão de Ética e Pesquisa de uma Instituição de Ensino Superior privada da região do Paranhana/RS. Estando o projeto e o instrumento de pesquisa aprovados, ocorreram os primeiros contatos com as escolas de Ensino Médio da região. Foi encaminhado a todos os alunos maiores de 18 anos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias para que fosse lido e assinado, sendo que os pais ou responsáveis se tornaram cientes e assinaram pelos discentes menores de 18 anos.

Para o levantamento de dados junto aos entrevistados, utilizou-se a abordagem quali-quantitativa. Quando a amostra for grande – na presente pesquisa foi 100% - e considerada representativa do universo, os resultados que forem encontrados poderão retratar a realidade de toda a população entrevistada (FONSECA, 2002). Na elaboração do instrumento de pesquisa e análise, empregou-se a abordagem qualitativa, que facilita a descrição da complexidade de um problema, ao mesmo tempo em que possibilita interpretar particularidades e condutas de indivíduos (OLIVEIRA, 2001).

Como instrumento para a coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado contendo 9 perguntas, sendo elas uma mistura entre questões abertas e fechadas. Uma semana antes da coleta de dados, foi aplicado um pré-teste com uma turma de 35 alunos de forma a validar o instrumento. Nessa data, cronometrou-se o tempo de respostas e os alunos foram questionados se as perguntas tinham gerado alguma dúvida ou se fora muito cansativo responder. Posteriormente, feitos os ajustes necessários no questionário, partiu-se para a obtenção de dados. A coleta ocorreu em dias variados da semana – essas visitas foram agendadas, de modo presencial, conforme disponibilidade das turmas e da própria instituição. Após a averiguação, os dados foram registrados em uma planilha eletrônica para viabilizar as análises e as correlações desejadas.

4 Resultados

São apresentados, graficamente, os resultados obtidos com os adolescentes concluintes do Ensino Médio da região do Paranhana/RS no que tange aos motivos que influenciam a escolha profissional e o curso de graduação. Na sequência, analisam-se as informações coletadas junto aos alunos.

Na Figura 3, apresenta-se o número de alunos que já escolheram a profissão, dos que não a escolheram e dos que ainda estavam indecisos em relação a ela no momento da pesquisa.

Figura 3. Escolha da profissão

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Percebe-se que, dos 1.328 alunos que participaram da pesquisa, 987 (74,32%) já escolheram a profissão que desejam exercer, 203 (15,29%) ainda não escolheram e 138 alunos (10,39%) ainda estão indecisos. Aqui já se encontram divergências com a literatura especializada, visto que a maioria dos alunos entrevistados já escolheu a profissão, sendo que pouco mais de 10% dos alunos alegaram indecisão. Na Figura 4, apresentam-se os motivos de indecisão profissional desses alunos.

Figura 4. Motivos de indecisão profissional

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Os dados apresentados na Figura 4, a respeito dos motivos de indecisão profissional dos alunos, demonstram que a dúvida entre duas profissões é a opção mais escolhida por 103 (94%) alunos. O motivo de estarem em dúvida quanto a duas profissões não pode ser caracterizado como um ponto forte de indecisão, pois o jovem já fez um filtro da profissão que deseja exercer e agora cabe decidir entre duas alternativas. Na sequência, apresentam-se as profissões mais demandadas pelos alunos, conforme a Figura 5.

Figura 5. Profissão escolhida

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Fonte: Elaborado pelos autores.

A partir dos dados da Figura 5, percebe-se que a profissão de Engenheiro é a mais demandada pelos alunos (106 - 11%), seguida pela profissão de Professor (93 - 9%) e Psicólogo (55 - 6%). É importante lembrar que 108 alunos escolheram profissões que não estão relacionadas na Figura 5. Foram diversas profissões escolhidas, porém com pouca demanda para cada uma delas, exceto a profissão de Analista de Sistemas (com 5 escolhas), Ator (com 5 opções) e Jogador de Futebol (com 4 votos). Na Figura 6, apresentam-se os motivos que levaram os alunos a escolherem a profissão.

Figura 6. Motivos da escolha profissional

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Observa-se que 398 alunos (40,32%) elegeram a perspectiva de atuação no mercado como o fator principal da escolha profissional. Em seguida, aparece a realização pessoal, com 360 alunos (36,47%). Nessa direção é importante considerar que 8% dos jovens pesquisados não consideram a remuneração da profissão como fator decisivo para fazer sua escolha, sendo que estão mais atentos à perspectiva de atuação no mercado. A família também pouco influencia o jovem, apenas 12,66% dos votos, divergindo novamente da literatura. A Figura 7 apresenta o número de alunos que pretendem realizar um curso superior.

Figura 7. Alunos que querem cursar o Ensino Superior

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Observa-se que, dos 1.328 entrevistados, 1219 (91,79%) demonstraram interesse em realizar um curso superior e apenas 109 (8,21%) responderam que não querem cursar o Ensino Superior. Novamente os alunos comprovaram estarem decididos quanto ao seu futuro profissional e acadêmico. Esses dados podem estar certificando que o jovem reconhece o Ensino Superior como um caminho para o seu desenvolvimento. Os motivos que os alunos declararam como determinantes para não realizar um curso superior estão expostos na Figura 8.

Figura 8. Motivos de não realizar um curso superior

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Fonte: Elaborado pelos autores.

A partir da análise da Figura 8, percebe-se que, dos 109 alunos que não possuem interesse em realizar um curso superior, 41 (37,61%) deles simplesmente disseram que não possuem interesse em cursar uma faculdade. Já 26 alunos (23,85%) alegaram que querem fazer um curso técnico e 15 (13,76%) afirmaram que não continuarão os estudos devido à condição econômica desfavorável pela qual estavam passando. Agora, dos 1.219 alunos que demonstraram interesse em cursar o Ensino Superior, 867 (71%) já escolheram o curso de graduação e 352 (29%) ainda não. Na Figura 9, estão apresentados os cursos mais demandados pelos alunos.

Figura 9. Cursos mais demandados pelos alunos

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Percebe-se que os cursos mais demandados pelos alunos foram Direito (68), Psicologia (55) e Pedagogia (46). Torna-se importante pontuar que 74 alunos escolheram cursos de graduação que não estão listados na Figura 9, sendo possível inferir que existe procura dos alunos por diversos cursos de graduação, porém com pouca demanda para cada um deles. Na Figura 10, apresentam-se os fatores que mais influenciam a escolha do curso de graduação.

Figura 10. Fatores que influenciam a escolha do curso de graduação

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Fonte: Elaborado pelos autores.

Constata-se, a partir da Figura 18, que o fator que mais influencia os alunos na escolha do curso de graduação é a realização pessoal, com 694 escolhas (80,23%), salientando-se que a empregabilidade representa somente 103 respostas (11,91%). Nessa direção, é importante destacar que a influência parental se mostra pouco representativa, com apenas 4,05% das escolhas, estando desalinhada com a literatura, que aponta justamente o contrário. A questão financeira também merece destaque, visto que apenas 3,47% dos jovens escolheram esse item.

5 Análise e discussão dos resultados

A partir dos resultados, foi possível compreender, de forma mais aprofundada, os desejos profissionais dos jovens que concluem o Ensino Médio da região do Paranhana/RS, bem como relacionar similaridades e divergências com a literatura especializada. Torna-se importante esclarecer que a região onde foi aplicada a pesquisa é predominantemente calçadista – o setor apresenta um QL1 de 15,17 - e a oferta de emprego, geralmente, está relacionada com esse setor e sua cadeia.

Grande parte os acadêmicos do ensino superior residentes na região de estudo apresenta um perfil de trabalhadores diurnos que buscam qualificação à noite. Devido a essa característica, pesquisas semelhantes à apresentada neste artigo podem apresentar resultados divergentes.

Mesmo que diversos estudos evidenciem a existência de um sentimento de indecisão profissional dos adolescentes que estão concluindo o Ensino Médio (LUCCHIARI, 1993; SOARES, 1988; LEVENFUS, 1997), as respostas dos alunos neste estudo apontam para outra direção. Dos 1.328 alunos que responderam à pesquisa, 987 afirmaram que já fizeram a escolha profissional e 138, apenas 11%, disseram que estão indecisos. Desses, 103 afirmaram que estavam indecisos porque tinham dúvidas entre duas profissões.

Um fato verificado no estudo realizado é que as escolas da região pesquisada em geral (61%) não possuem um serviço de orientação profissional para auxiliar os jovens. Tal ausência pode ajudar a explicar que, embora muitos alunos tenham afirmado ter escolhido a profissão, dados do INEP (2016) apontam que muitos jovens evadem ou trocam de curso no ensino superior. A falta de informação mais detalhada sobre a profissão ou mesmo sobre o curso do Ensino Superior faz com que o aluno se depare com disciplinas e conteúdos que o fazem perceber que não gostaria de atuar na área previamente escolhida. Tal percepção acarreta frustração e mais um momento de tomada de decisão delicado em que é preciso escolher entre trocar de curso ou evadir do ensino superior.

Percebe-se, então, a importância do serviço de orientação profissional nas escolas de Ensino Médio, de haver nessas escolas um profissional capacitado a orientar o jovem não somente nas escolhas que terão que ser feitas, mas também que o ajude a se conhecer, “o que sou eu”. Porém, cabe lembrar que historicamente a orientação profissional serve mais a alunos oriundos de escolas particulares porque eles possuem maior oportunidade de escolha (BASTOS, 2005).

Em relação às profissões mais demandadas pelos alunos, a de Engenheiro foi a mais escolhida, com 11%, seguida da profissão de Professor, que obteve 9% das escolhas, ficando à frente da profissão de Psicólogo, com 6%. É importante lembrar que as duas Instituições de Ensino Superior (IES) mais demandadas pelos alunos oferecem os cursos de Engenharia, Licenciaturas e Psicologia.

Um fenômeno interessante que a pesquisa revelou foi a grande variedade de cursos e profissões citadas pelos alunos, demonstrando, até certo ponto, uma despolarização das profissões mais comuns da região e vinculadas ao seu setor econômico mais significativo. Tal fato pode ser interpretado como positivo no longo prazo, visando à potencialidade da diversidade econômica empreendedora e sustentável no futuro.

Nesta pesquisa, 48 profissões obtiveram uma ou duas demandas cada, evidenciando um novo perfil de estudante que pode estar tentando fugir das profissões mais tradicionais. Cabe também ressaltar que apenas um aluno concluinte do ensino médio citou a profissão de Funcionário Público, contudo entre os universitários percebe-se um grande interesse pela carreira pública.

Este estudo buscou também investigar os fatores que mais influenciam o adolescente a escolher a profissão. Conforme 40% dos entrevistados, a perspectiva de atuação no mercado é o principal fator de influência da profissão, ao passo que 37% deles apontaram a realização pessoal. O que deve ser salientado é que apenas 13% dos alunos afirmaram que estão escolhendo a profissão devido à influência da família, diferente do que aponta a literatura. Estudos de autores (LEVENFUS, 1997; ALMEIDA; PINHO, 2008; ARRUDA; MELLO-SILVA, 2010; MAGALHÃES; ALVARENGA, 2012; ALONSO; MELO-SILVA, 2013) concluem que a família é justamente que mais influencia o adolescente na escolha profissional. Aventa-se a possibilidade de que essa divergência seja resultado de características típicas regionais, bem como o fato de o aluno da região começar a trabalhar mais cedo para custear os estudos.

Os alunos que participaram da pesquisa demonstraram que reconhecem o Ensino Superior como um caminho natural para o seu desenvolvimento, visto que mais de 91% manifestaram interesse em cursar a faculdade. A maioria dos alunos escolheu estudar em IES particular, estando alinhada com a realidade brasileira, em que a maioria dos alunos cursa o Ensino Médio em instituições públicas e frequenta a faculdade em instituições particulares, sendo que a proximidade de casa2 e as visitas feitas à IES são apontadas como os fatores que mais influenciam na escolha da instituição de Ensino Superior. Cabe citar que na região do Paranhana/RS não havia nenhuma IES pública até o momento da pesquisa.

Com relação aos cursos de graduação mais demandados, dos 1.219 alunos que demonstraram interesse em cursar uma faculdade, 867 deles já fizeram a escolha do curso. O curso de Direito foi citado por 68 alunos, Psicologia por 55, Design por 47 e Pedagogia por 46 alunos. Esses dados estão, até certo ponto, alinhados com os resultados do último censo escolar porque os cursos mais demandados no Brasil são Medicina, Direito, Administração, Engenharia Civil e Pedagogia (INEP, 2016). É importante lembrar que, na escolha do curso de graduação, ocorre novamente o fato de serem citados diversos outros cursos, porém com pouca demanda para cada um deles.

O que deve também ser sublinhado é que 694 alunos afirmaram que a realização pessoal é o principal fator de influência na escolha do curso de graduação, enquanto apenas 103 alunos citaram a empregabilidade. Entretanto, a opção profissional, a estabilidade financeira e a realização pessoal, por vezes, não andam juntas, visto que muitos profissionais com uma situação econômica favorável não são realizados pessoalmente em sua atividade. A escolha profissional implica variados fatores, e a sociedade contemporânea valoriza mais o aspecto econômico do que a realização pessoal (CANEDO, 1998). Alguns profissionais buscam seus sonhos e conseguem reconhecimento e prestígio financeiro, porém são tristes e inseguros, impactando, dessa forma, o verdadeiro sentido de sucesso, que é sempre a realização pessoal (ROCHA, 2010).

A pressão pelo ingresso no mundo do trabalho não é recente, provavelmente sempre existiu. Já dizia Ford (1926, p. 14) que “a lei natural é a lei do trabalho e só por meio do trabalho honesto há felicidade e prosperidade”. Porém, são outros tempos, as competências exigidas hoje são outras, e o adolescente se vê pressionado para fazer escolhas importantes em um momento de sua vida, sendo que, muitas vezes, ainda não está preparado. Pode ser que esteja sendo furtada do jovem a oportunidade de desenvolver outras competências que não somente aquelas que irão prepará-lo para o ingresso no mercado de trabalho, competências essas que possam contribuir para formar um cidadão que seja capaz de se tornar um agente transformador da sociedade.

6 Considerações Finais

Este artigo apresentou os resultados de uma pesquisa que teve por finalidade investigar e analisar os fatores que influenciam os concluintes do Ensino Médio da região do Paranhana/RS na escolha profissional e do curso de graduação. Em um cenário global, pautado por incertezas e por profundas mudanças nas profissões – muitas que existiam alguns anos atrás já não existem mais e, possivelmente, tantas outras que hoje existem deixarão de existir brevemente -, o jovem possui o desafio de tomar a importante decisão de escolher o seu futuro profissional.

A realidade escolar de alunos que frequentam escolas públicas, por vezes, se apresenta de forma diferente da realidade dos estudantes de escolas particulares. As escolas privadas oferecerem o serviço de orientação profissional aos seus alunos em todas as instituições pesquisadas, o que pode servir de apoio e preparo para o ingresso no Ensino Superior – grande parte dos alunos das escolas particulares da região segue a vida acadêmica. Assim, além do acompanhamento escolar, esses alunos, quase sempre, ainda contam com o apoio emocional e financeiro da família. Já a sorte dos alunos que estudam em escolas públicas geralmente é diferente: não possuem o serviço de orientação profissional (61% das escolas pesquisadas) que poderia prepará-los para as tomadas de decisão e, muitas vezes, não contam com o apoio financeiro da família, o que acaba levando-os a ingressar no mercado de trabalho de forma prematura para tentar custear um curso superior.

Com relação à escolha da profissão, é importante considerar que apenas um aluno escolheu ser funcionário público, demonstrando, assim, que a questão da estabilidade que o serviço público oferece – regida pela Lei 8.112/90 - não se mostra como um fator preponderante na escolha profissional desses jovens. O contexto regional também deve ser considerado, tendo em vista a lacuna existente na esfera pública (principalmente o jovem das periferias).

O estudo mostra que existe a necessidade de uma melhor compreensão no que diz respeito à quantidade de opções que os alunos fizeram tanto em número de profissões como em número de cursos de graduação, porém com pouca demanda para cada um deles. Isso pode estar revelando como são variados os desejos dos alunos e um sentimento de indecisão típico da adolescência. Sugere-se que exista uma influência cultural da região e de oportunidades que a economia local oferece.

Dessa forma, reconhecendo as dificuldades que o adolescente enfrenta para fazer as escolhas relacionadas ao seu futuro profissional em um momento conturbado de sua vida, permeado por sonhos e incertezas, tornar compulsório o serviço de orientação profissional nas escolas de Ensino Médio poderia contribuir para diminuir a evasão no Ensino Superior no Brasil e, principalmente, para que o jovem possa vir a se descobrir (“quem eu sou”).

Os resultados encontrados confrontados com a literatura especializada sugerem que o jovem esteja manifestando “seus desejos e sonhos” ao apontar os motivos que o levam a suas escolhas profissionais. Porém, a realidade, por vezes, pode vir a se manifestar de maneira diferente daquela desejada, conduzindo, muitas vezes, à troca de curso. Enfim, o grande desafio consiste em auxiliar o jovem por meio de dados e informações para que seja possível uma satisfatória tomada de decisão, realizando-se tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

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Revista Brasileira de Ensino Superior, Passo Fundo, vol. 4, n. 2, p. 64-83, Abril-Junho, 2018 - ISSN 2447-3944

[Recebido: Fevereiro 11, 2018; Aceito: Maio 16, 2019]

DOI: https://doi.org/10.18256/2447-3944.2018.v4i2.2450

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