Ações e resoluções para uma empresa em franca expansão na área de educação superior: Caso de Ensino

Marcio Pedroso Juliani, Marcelo Sczymczak, Michael Vieira do Amarante, Julio Cesar Ferro de Guimarães

Resumo


O segmento de educação apresentou um expressivo crescimento a partir da segunda metade da década de 90, após a flexibilização da Lei de Diretrizes e Bases, que permitiu a aberturade novas instituições privadas de ensino superior no país. Diante deste cenário, a Educare, faculdade fundada no ano de 2004 cresceu, atingindo a marca de 5 mil alunos matriculados em 10 anos de existência. Embora o crescimento tenha superado as previsões iniciais, um dos grandes desafios enfrentados pela instituição é manter-se financeiramente rentável e competitiva frente às grandes multinacionais do segmento, que crescem a partir da aquisição de empresas do setor. O modelo de negócio empregado pela Faculdade Educare e o nicho de mercado onde atua, oferecem boas perspectivas. Contudo, fatores estruturais e geográficos podem ser impeditivos ao processo se expansão. O objetivo deste caso de ensino é propiciar a análise e discussão de temas ligados a estratégias, empreendedorismo, inovação, no contexto do ensino superior. Os dados para a elaboração deste caso de ensino foram coletados através de uma entrevista semiestruturada, gravada, realizada com um dos fundadores e atual diretor geral da instituição, aqui representado pelo personagem Eduardo. Para a análise dos dados, foi utilizada a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. Este caso de estudo oferece subsídios para discussões em disciplinas de empreendedorismo, inovação e estratégias em cursos de graduação e pós-graduação na área de administração.

Texto completo:

PDF

Referências


BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BARROS, F. S. O.; FIÚSA, J. L. A.; IPIRANGA, A. S. R. O Empreendedorismo como estratégia emergente de gestão: histórias de sucesso. Rev. O&S, v. 12, n. 33, abr./jun. 2005. p. 109-128.

BRASIL. Agência Senado. Senado Federal (Ed.). Análise da política de reajuste do salário mínimo deve ir até 23 de maio. 2015. Disponível em: < http://www12.senado.leg.br/ >. Acesso em: 27 mar. 2015.

BRASIL. CNPQ. Painel Lattes. 2015. Disponível em: < http://lattes.cnpq.br/ >. Acesso em: 31 jan. 2015.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). 1996. Disponível em: < http://www.portal.mec.gov.br >. Acesso em: 27 mar. 2015.

BRASIL. Ipea. IBGE (Ed.). Taxa de desemprego. 2015. Disponível em: < http://www.ipeadata.gov.br/ >. Acesso em: 12 maio 2015.

BRASIL. IPEA. (Ed.). Salário Mínimo Real. 2015. Disponível em: < http://www.ipeadata.gov.br/ >. Acesso em: 12 maio 2015.

BRASIL. Ipea. Fundação Getúlio Vargas (Ed.). Inflação IGP-M. 2015. Disponível em: < http://www.ipeadata.gov.br/ >. Acesso em: 03 ago. 2015.

BRITO, R. P.; BRITO, L.A.L. Vantagem competitiva, criação de valor e seus efeitos sobre o desempenho. RAE, São Paulo, v. 52, n. 1, p. 70-84, jan. /fev. 2012.

COPINI, A.K. et al. Reações dos funcionários ao processo de mudança organizacional: Estudo de uma empresa do setor de tecnologia da informação. Cadernos da Escola de Negócios, Curitiba. v. 1, n. 9, p. 61-71, 2011.

DORION, E. et al. Profiles of entrepreneurship and innovation: debate on business incubators in Brazil. World Review of Entrepreneurship, Management and Sust. Development, v. 6, n. 1/2, p. 17-34, 2010.

FILION, L.J. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios. Revista de Administração, São Paulo, v. 34, n. 2, p. 05-28, abr./jun.1999.

FILION, L. J. Empreendedorismo e gerenciamento: processos distintos, porém complementares. RAE Light, v. 7, n. 3, p. 2-7, jul.-set. 2000.

FLEURY, A. C. C.; FLEURY, M. T. L. Estratégias competitivas e competências essenciais: perspectivas para a internacionalização da indústria do Brasil. Gestão e Produção, v. 10, n. 2, p. 129-144, ago. 2003.

GLOBO (São Paulo) (Ed.). Taxa de desemprego no Brasil cresce no primeiro trimestre de 2015. 2015. Disponível em: < http://www.g1.globo.com >. Acesso em: 12 mar. 2015.

GRECO, S. M. S. S., et al. Empreendedorismo no Brasil: 2008, Curitiba: IBQP, 2009.

LEMOS, C.; LASTRES, H. M. M.; ALBAGLI, S. Inovação na era do conhecimento. Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, p. 122-144, 1999.

PEDROSO, J. P. P.; MASSUKADO-NAKATANI, M. S.; MUSSI, F. B. A relação entre o jeitinho brasileiro e o perfil empreendedor: possíveis interfaces no contexto da atividade empreendedora no Brasil. Revista de Administração Mackenzie, v. 10, n. 4, p. 100-130, 2009.

Portal Ministério de Educação 2013. Censo da Educação Superior. Disponível em < http://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_ superior/apresentação/2014/ coletiva_censo_superior_2013.pdf >. Acesso: 08 ago. 2015.

PORTER, M. O que é estratégia. Harvard Business Review, v. 74, n. 6, p. 61-78, 1996.

RODRIGUES, E.; PINHEIRO, M. A. S. Tecnologia da informação e mudanças organizacionais. Rev. de Informática Aplicada. v. 1, n. 2, p. 101-112, jul.-dez. 2005.

SEVERO, E. A. et al. Decisões e ações associadas ao empreendedorismo e à inovação: o desafio da Schuler Calçados. Administração Ensino e Pesquisa, Rio de Janeiro. v. 13, n. 2, p. 387-411, abr.-jun. 2012.

SNOW, C. C.; HREBINIAK, L. G. Strategy, Distinctive Competence, and Organizational Performance. Administrative Science Quarterly, v. 25, n. 2, p. 317-336, jun. 1980.

TIGRE, P. B. Inovação e teorias da firma em três paradigmas. Revista de Economia Contemporânea, n. 3, p. 67-111, jan.-jun. 1998.

TOLEDO, D. C. S.; SILVA, L. B.; MIRANDA, E. K. Percepções de gestores sobre mudanças organizacionais em fusões. Rev. Gestão Contemporânea, Vila Velha. v. 4, n. 1, p.111-124, abr. 2014.

VASCONCELOS, F. C.; CYRINO, A. B. Vantagem competitiva: os modelos teóricos atuais e a convergência entre estratégia e teoria organizacional. RAE, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 20-37, out.-dez. 2000.




DOI: https://doi.org/10.18256/2447-3944/rebes.v1n2p42-53

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




e-ISSN: 2447-3944

 Licença Creative Commons
A Revista Brasileira de Ensino Superior está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Indexadores

DOAJ.jpg logos_DOI_CrossRef_CrossChek.png  
  REDIB  Diadorim.jpg
     
logos_DOI_CrossRef_CrossChek.png